O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 21/04/2021

A primeira decáda do século XXI serviu como marco exponencial dos meios de comunicação social, definindo o surgimento da cultura digital. Dessa forma, houve o uso desse canal de interlocução para a criação de lojas virtuais que vão estar ambientadas no e-commerce, que é o comércio eletrônico, e, assim, vão instaurar um novo padrão de consumo. Diante disso, destaca-se a necessidade de discutir como o aumento do empreendedorismo e a influência da mídia atuam nesse processo.

A princípio, as novas tecnologias, especialmente nos séculos XIX e XX, exercem um grande papel de mudança nos négocios e estimula um pensamento empreendedor, que vai observar no espaço cibernético uma possibilidade de desenvolver um novo comércio, o virtual. Segundo Steve Jobs, empresário, a tecnologia tem grande influência no mundo contemporâneo. Nessa perspectiva, o contexto que molda a sociedade na atualidade vai consolidar um comércio que traz comodidade para quem compra e um baixo custo para quem vende, evidenciando um canal prático, acessível e econômico. Consequentemente, o e-commerce oferta um lugar mais favorável para os usuários e contribui para às novas formas de interação social.

Paralelo a isso, a chamada “era da informação” possibilita a produção e compartilhamento de  conteúdo por qualquer pessoa, a mídia é um meio que permite esse processo, devido ao seu poder de influência, sendo uma ferramenta atrativa para os comerciantes que utilizam o meio digital. De acordo com Guy Debord, filósofo, na sua teoria da Sociedade do Espetáculo o grande fluxo de imagens e a intensidade de postagens vai gerar uma “hiper-realidade” que cria símbolos de consumo para as relações cotidianas. Nesse âmbito, o papel desempenhado pelo marketing, que veicula imagens nas mídias sociais, vai favorecer a compra de produtos e sua maior divulgação. Logo, o crescimento das novas tecnologias e do acesso a elas gera uma verdadeira revolução na maneira como a sociedade estabelece suas relações comerciais.

Portanto, fica evidente os benefícios do novo padrão de consumo e faz-se necessário medidas para seu aprimoramento. Cabe ao Ministério da Economia incentivar e possibilitar a adesão do e-commerce por pequenos e microempreendedores, por meio de veículos de comunicação e da criação de condições mais favoráveis e com menores custos para que as empresas divulguem seus serviços e produtos, a fim de criar um espaço mais inclusivo e que esteja ao alcance da maior parte da população, o que ambém contribui para a economia do país. Assim, o crescimento do comércio virtual no Brasil irá ocorrer de forma exponencial e será mais palpável para todos.