O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 21/04/2021
Desde a Idade Média o comércio já se expandia buscando novos territórios. Com passar dos séculos e as Revoluções Industriais esse meio ganhou ares ainda maiores alcançando as plataformas digitais. Seja pela comodidade, ou pela rapidez no ato da compra, o E-commerce, que já vinha batendo recordes ano após ano, cresceu ainda mais no Brasil em 2020. No entanto, no Brasil contemporâneo, fatores relacionados à falta de investimento por parte do Governo, bem como falta da informação sobre como utilizar o comércio virtual acabam por atrapalhar esses avanços.
De acordo com o filósofo Hegel, o Estado é o pai da população e tem o dever de prover para seus filhos. Entretanto, a falta de investimento na modernização e adaptação de pequenas e médias empresas brasileiras por parte do Governo vai de encontro à afirmação do filósofo e acaba por deixar muitos desses filhos desamparados. Dessa forma, a negligência em buscar introduzir ou impulsionar essas empresas ao modo vigente e mais visado de comércio, o virtual, desvaloriza o produto nacional e mantém a egemonia setentrional, como evidenciado na clara e laventável decadência das Livrarias Cultura e Saraiva nos anos de 2020 e 2021.
Outrossim, o E-commerce ainda guarda alguns perigos para os compradores mais desatentos, como fraudes e produtos com especificações duvidosas. Segundo o Código de defesa do consumidor, o cliente tem direito de devolver o produto em até 7 dias úteis após a compra, o que dá mais credibilidade as plataformas virtuais. Contudo, essa legislação só é válida para empresas nacionais ou estrangeiras que tenham filial no Brasil. Logo, compradores desatentos podem ser prejudicados pela falta de informação, levando-os a uma vulnerabilidade de dados e até seu uso indevido.
Evidencia-se, portanto, a necessidade do poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, promover um aumento no investimento e na divulgação de informações sobre comércio virtual. Tal iniciativa ocorrerá por meio de um Projeto Nacional de Incentivo ao Comércio Virtual, o qual fomentará uma ampliação do investimento na modernização de empresas e sua consequente entrada no E-commerce, além de promover palestras em escolas e espaços públicos por todos os 5570 municípios do Brasil sobre o uso correto do comércio virtual e como verificar plataformas seguras para realizar tal ato. Isso, a fim de que finalmente o comércio virtual seja uma realidade geral e benéfica no Brasil.