O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 25/04/2021

Milênios antes de Cristo, os fenícios, favorecidos por sua posição geográfica à beira do Mar Mediterrâneo, adotaram o modelo de comércio globalizado. Já no século XX, a invenção da internet é apontada como o marco inicial da Quarta Revolução Industrial. Como junção das duas heranças, surge o comércio virtual na década de 1990, que vem ganhando cada vez mais força, especialmente com o distanciamento social devido à pandemia do novo coronavírus, em 2020. Devido à sua forte presença no cotidiano, suas desvantagens e riscos são frequentemente colocados em pauta, tal como a decepção com os produtos adquiridos e a possibilidade de fraudes.

Um cliente que compra um produto que não pode ser visto de perto ou palpado pode ser facilmente enganado. Se a compra for realizada sem uma pesquisa prévia ou leitura de comentários de outros compradores, a chance de ser adquirido um produto sem qualidade ou que não atende às expectativas do consumidor é alta. Segundo a Uol, cerca de 120 mil queixas foram registradas no primeiro semestre de 2020 pelo Procon de São Paulo. Vê-se mais um motivo de estresse para uma sociedade já cansada.

Ainda tratando do aspecto “enganoso”, as fraudes são comuns, visto que a compra online é tão fácil que exige pouca reflexão e esforço e tornou-se quase que mecânica. Lucas Pires, em uma pesquisa, afirmou que cerca de 85% das pessoas que entrevistou deixavam de comprar em sites com número alto de reclamações. Todavia, ler reclamações e resenhas na internet não é um hábito de todos os compradores virtuais, e mesmo pessoas bem-informadas podem ser enganadas por empresas que arquitetam meticulosamente estratégias para enganar compradores. Nota-se uma face da sede de lucro fácil.

Por fim, a respeito do comércio eletrônico, infere-se que é necessário e um meio prático de adquirir bens de consumo, mas que pode decepcionar os compradores e fazer vítimas de fraudes e golpes. Para que tenham expectativas realistas, os consumidores devem, por meio da internet e dispositivos disponíveis, realizar pesquisas e consultas sobre os produtos que desejam adquirir, buscando informação. Outrossim, cabe à mídia alertar a população, a fim de gerar compradores virtuais conscientes de riscos e de como esquivar-se destes. Para adequar-se ao herdado comércio globalizado, faz-se necessário o constante aprendizado.