O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 05/05/2021

Segundo Steve Jobs, inventor da “Apple”, a tecnologia move o mundo. Nesse sentido, é um fato dizer que Internet revolucionou a forma como vivemos, como o exemplo do comércio virtual, que se mostrou necessário durante a pandemia da COVID-19, porém deixou em evidência a desigualdade digital existente no Brasil.

Primeiramente, com a chegada da pandemia do novo coronavírus, o mercado online impulsionou suas vendas. Isso porque, durante o isolamento social, as lojas tiveram que fechar e, para sobreviverem, precisaram revolucionar a forma de vender. Com isso, a Internet foi fundamental para essa “revolução”, porque as lojas continuaram com os seus negócios, só que de forma totalmente virtual, o que facilitou as compras, visto que a pessoa não precisaria sair de casa, além de estreitar a comunicação entre comerciante e consumidor. Só para exemplificar, segundo o Mercado e Consumo, o “e-commerce” brasileiro cresceu mais de 50% de 2019 para 2020.

Em contrapartida, o mercado online mostra a desigualdade tecnológica que persiste no Brasil. Sob esse aspecto, mesmo que a Internet tenha sido massificada, ainda há muitas pessoas sem acesso a ela, em especial as de baixa renda. Devido a isso, essa parte da população fica excluída das inovações digitais, como o comercio virtual, o que intensifica cada vez mais essa desigualdade, visto que muitos não têm poder aquisitivo para adquiri-las, além de não poderem trabalhar e nem empreender virtualmente. Por exemplo, segundo dados do TIC Domicílios, 52% da classe baixa não possui acesso a Internet.

Portanto, o crescimento do comércio virtual no Brasil apresenta pontos positivos e negativos para a sociedade. Dessa forma, é necessário que órgãos reguladores, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, criem um projeto de inclusão tecnológica, por meio da distribuição de aparelhos eletrônicos e de um curso sobre como usá-los, possibilitando o acesso pela população civil, em especial a de baixa renda. A partir disso, as pessoas mais pobres poderão se conectar e utilizar a Internet para fazer compras e criar o próprio negócio. Assim, ao longo dos anos, o mercado digital irá crescer de forma homogênea entre os brasileiros.