O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 28/06/2021
As revoluções industriais marcaram a história no momento em que implantaram novas tecnologias, visando especialmente o lucro, que obrigaram ajustes de toda a sociedade. O momento atualmente vivido pela população mundial, definido por especialistas como revolução virtual - ou quarta revolução industrial - traz, nas entrelinhas, problemas sociais, como o desemprego e a precarização do trabalho, que devem ser combatidos.
Em primeiro lugar, é importante citar a pandemia de Covid 19 como um grande agente motivador do comércio virtual, especialmente no Brasil, onde já são somadas mais de meio milhão de vidas perdidas. Por conta disso, os consumidores, assim como os varejistas, tornam-se obrigados a explorar novas possibilidades, todas voltadas ao meio vitual que, com a possibilidade de distanciamento social, aparenta segurança.
A maior plataforma de “marketplace” (local de compra e venda mediada por plataforma) atuante no Brasil é o Mercado Livre, que mesmo cercado de problemas legais, que podem ser visualizados no órgão “Reclame Aqui!”, divulgou recentemente a grande média de 9 compras por segundo processadas e, atreladamente, bem cobradas. O dado que comprova a falta de oportunidade ao comerciante.
Ademais, já são 12 milhões de brasileiros desempregados, que esperam uma intervenção do governo, a fim da mudança na caótica situação. Empresas como Ifood e Uber apresentam-se como oportunidades brilhantes, mas representam, na verdade, um retrocesso gigante aos direitos trabalhistas, visto que não existe vínculo empregatício nenhum. Sendo assim, esse avanço lucrativo significa, em sua maioria, o ganho de grandes instituições que cobram altas taxas de seus colaboradores - como os 18% do MercadoLivre, 35% do Ifood e 40% da Uber, em média - e não um real avanço economico benéfico a maior parte da população.
Portanto, é necessário que o governo federal, por meio dos Ministérios de Saúde e Economia, implante plano de vacinação em massa da população; e ajuste, em parceria ao Banco Central, as abusivas taxas praticadas pelas plataformas mediadoras. Com isso, o país pode caminhar rumo a um crescimento do comércio virtual brasileiro consciente e justo, com menos índices de desemprego e menor precarização trabalhista.