O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 18/07/2021

Diante da pandemia da Covid-19, diversos comércios, considerados não essenciais, foram fechados como forma de prevenção comunitária a essa doença. Desse modo, a fim de manter o sustento, os comerciantes viram-se obrigados a migrar suas vendas para o mundo digital. Sob essa ótica, compreender o atual cenário do crescimento do comércio virtual no Brasil é substancial para a promoção de resoluções, uma vez que a exclusão digital e a exposição dos consumidores na web são notadas.

É preciso considerar, antes de tudo, os benefícios que as vendas on-line dispõem. Nesse sentido, a praticidade, a comodidade e a velocidade das compras são atrativos ao público. No entanto, o acesso a essa tecnologia não é democrático, de forma a colaborar com a persistência da infoexclusão, tanto dos vendedores quanto dos clientes. Essa situação é ilustrada pelo site “Vermelho”, o qual destaca que 4 em cada 10 brasileiros não têm acesso à internet. Essa realidade, em consonância com o “Contrato Social” do filósofo Rousseau, o qual salienta que o Estado deve manter, por meio do poder, as regras e as vantagens iguais a todos, aponta para a urgência de medidas efetivas para minimizar tal problemática.

É válido ressaltar, ainda, que, com a ascensão da Terceira Revolução Industrial, o meio técnico-científico-informacional consolidou-se e as pessoas passaram a conviver com a fácil difusão de informações. Contudo, juntamente a essa facilidade veio a crescente ação dos criminosos de, mediante e-commerces, obter e divulgar dados pessoais. Prova disso é que, segundo o site “G1”, houve um vazamento de informações privadas de, aproximadamente, 220 milhões de indivíduos, incluindo falecidos, em páginas da internet. Tal conjuntura, que vai contra a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a qual busca garantir respeito à privacidade digital, demonstra a necessidade de ações do governo para sanar essa contenda.

Evidencia-se, portanto, que fatores excludentes e a invasão de privacidade são desafios no avanço do comércio eletrônico. Para contrapor as situações, o Poder Executivo deve criar acordos com empresas de internet, por meio de incentivos fiscais, os quais servirão de benefício a elas, a fim de tornar o preço de seus serviços mais populares, para que a sociedade tenha maior contato com a rede. Outrossim, cabe ao Ministério das Tecnologias e Comunicações, em ação conjunta ao Poder Legislativo, tornar a lei já existente mais rígida, por intermédio de sanções que irão complementá-la, com a finalidade de garantir os direitos constitucionais dos cidadãos. Destarte, será possível conter tais impasses, à medida que o legado de Rousseau se torne um ensinamento aos brasileiros.