O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 23/07/2021

Desde do sucesso do comércio nas Cruzadas Medievais, percebe-se o quão a comercialização é um fator de peso na economia de uma sociedade, já com a “Era da Informação” ocorreu uma mudança radical nos métodos clássicos de fazer comércio. Por consequência, o favorecimento da economia, ao passo que a segurança não acompanha tal desenvolvimento.

Nesse contexto, a internet, como produto da 3ª Revolução Industrial, é um sustentáculo importante para a Idade Contemporânea, pois proporcionou, por meio desse canal operacional - a expansão do comércio, porém no âmbito digital. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no mês de dezembro de 2020, a abrangência da logística virtual registrou alta de 53,83%, em relação ao mesmo período de 2019, com faturamento de 55,74%, considerando a mesma base. Portanto, o sucesso do comércio virtual é proporcional ao desenvolvimento econômico do Brasil.

Em segunda ótica, a amplitude do e-commerce mostra o seu lado ácido, quando se trata de seguridade dos dados desses consumidores, fazendo jus ao ditado nordestino, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”, ou seja, “o mar de vantagens possui abismos”. De acordo com Fabrício da Mota Alves, especialista em direito digital, a utilização de dados da pessoa humana, emerge riscos de impactar a intimidade dos utentes, podendo descobrir informações sobre preferências sexuais e mais. Logo, a segurabilidade é quebrada, o que fortalecerá - ainda mais - a resistência aliada a visão distorcida do campo informativo pelos usuários ativos.

Infere-se, pois, que o crescimento do e-commerce é importante, na consonância que oferecer segurança também é inerente. Assim, cabe ao Ministério de Comunicação requerer das entidades logísticas virtuais a criação da opção de exclusão de dados pessoais dos consumidores, após o êxito no processo de compra e entrega. Produto disso, a preservação da segurança que é proporcional ao aumento do comércio informatizado.