O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 28/08/2021
Com o advento da Revolução Técnico-científica-informacional, a humanidade passou viver em um mundo globalizado, o qual possibilita o acesso a novas tecnologias diversificadas, principalmente no âmbito virtual. Como consequência disso, as perspectivas comerciais também se alteraram e o mercado online teve um crescimento considerável, o que traz panoramas positivos, mas que, infelizmente, não são totalmente aproveitados devido à disparidade no acesso à tecnologia que ainda reside na sociedade e à possibilidade de fraudes. Dessa forma, faz-se necessário elucidar sobre os pontos positivos e limitantes desse cenário para que seu potencial seja totalmente aproveitado.
Em primeira instância, é importante ressaltar que o comércio virtual possibilita o acesso a uma grande variedade de produtos, o que é positivo para o consumidor, o qual passa a possuir uma maior liberdade de escolha. Isso acontece, justamente, pelo fato dessa modalidade utilizar a internet, meio que, segundo relatório da We Are Social, conta com cerca de 4,66 bilhões de usuários. Em contrapartida, o amplo abismo social existente na atualidade impede que uma parte da população desfrute desse avanço o que amplia as desigualdades. Fica claro, então, como a internet, apesar de prática, não ultrapassa as barreiras sociais, tal qual já propunha o geógrafo Milton Santos ao afirmar que a real globalização não passa de uma fábula que faz crer na uniformidade no acesso às tecnologias.
Ademais, é relevante pontuar que o e-commerce possibilita uma redução significativa dos custos para o vendedor, o qual economiza com o aluguel, segurança, estoque e contratação de funcionários. Porém, essa maior facilidade na abertura de uma empresa acaba sendo, por vezes, um atrativo para pessoas que praticam golpes na internet os quais, segundo dados da ClearSale, sofreram, no Brasil, um aumento de 83,7% se comparado o primeiro trimestre de 2020 ao de 2021, com um total de 600.926 fraudes. Vê-se, então, que o comércio digital é tanto um facilitador para aqueles que buscam abrir uma empresa com menos investimentos quanto para aqueles que querem utilizar essa vantagem de forma maléfica, o que traz insegurança ao consumidor.
Portanto, é visível que medidas devem ser tomadas para que o comércio virtual seja plenamente aproveitado. Para isso, o Ministério da Economia, orgão responsável pela administração financeira do Brasil, deve destinar verbas para a construção de infraestrutura de redes de internet em regiões periféricas, por meio da inclusão dessas na base das Diretrizes Orçamentárias, a fim de democratizar o acesso a essa tecnologia. Além disso, a mídia virtual, em especial sites destinados à compra e venda de produtos, deve divulgar informações sobre como se configuram a maioria dos crimes praticados nesse meio e como evitá-los, com intuito conscientizar os compradores e protegê-los de futuros golpes.