O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 30/08/2021

O Código de Defesa do Consumidor prevê, nas compras “online”, o direito do consumidor em receber exatamente o que encomendou. Porém, hodiernamente, sabe-se que esse fato nem sempre é uma realidade. Devido a isso, criam-se estigmas, a respeito do comércio virtual, que dificultam seu crescimento. Logo, entre esses fatores que desaceleram a ascenção das vendas virtuais destacam-se: a falta de confiança da população no ambiente virtual e o senso comum da sociedade que propaga esses estigmas.

Pode-se pontuar, inicialmente, que a desconfiança das pessoas na internet corrobora com a problemática. Segundo uma matéria do site G1, apenas 30% da população brasileira realiza compras apenas virtualmente. Nesse sentido, nota-se que essa é uma porcentagem pequena levando-se em consideração o progressivo crescimento da internet. Nesse viés, vale ressaltar que o medo da população em relação à internet é o que mantém essa porcentagem ínfima.

Além disso, atrelado à falta de confiança da população no mundo virtual, o senso comum da sociedade intensifica os desafios da temática. De acordo com o biólogo Frank de Wall, “os humanos são ricos em tendências sociais”, ou seja, têm a tendência de seguir o senso comum. Desse modo, quanto mais o medo e a falta de confiança na internet aumentam, mais as pessoas acreditam que fazer compras por esse meio não é seguro. Dessa forma, os desafios para o aumento da comercialização via internet tornam-se um obstáculo que precisa ser superado.

Portanto, faz-se necessário que se adotem medidas para solucionar esses desafios. Assim, é imprescindível que o Ministério da Educação - órgão responsável pela manutenção da educação e das escolas no Brasil -, juntamente com logistas virtuais, realize cursos gratuitos nas escolas e universidades, abertos ao público, a respeito da segurança de se fazer compras na internet em sites responsáveis e, também, sobre o Código de Defesa do Consumidor, para que as pessoas estejam bem informadas e conheçam seus direitos. Então, realizando-se essas ações, a população estará mais consciente e o crescimento do comércio virtual estará livre desses obstáculos.