O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 17/09/2021

A obra cinematográfica “A Rede Social”, protagonizada por Jesse Eisenberg, mostra alguns acontecimentos da vida de Mark Zuckerberg durante a criação do Facebook, o maior site de relacionamento do mundo, e  como essa página promoveu uma grande mudança nos relacionamentos interpessoais ao estimular a interação no mundo digital. De maneira análoga, no Brasil, o mercado vem sofrendo mudanças com o crescimento do comércio virtual. Isso ocorre devido ao avanço tecnológico, a fluidez e a transformação constante das relações sociais e econômicas. Por conseguinte, esse método comercial facilita a compra e venda de produtos e diminui os custos. Porém, prejudica aos microempreendedores e pequenos comércios locais.

No século XV, na Europa, as práticas econômicas começaram a sofrer mudanças significativas com o surgimento do capitalismo, no qual o sistema feudal foi substituído pelo mercantilismo. De modo similar, atualmente, o mundo vem sofrendo alterações nas atividades de economia. Em 2020, segundo a ABComm, no Brasil, o crescimento do e-commerce foi de 61% em relação ao ano de 2019. Isso acontece em virtude da adaptação que o mundo está experimentando. Parafraseando o sociólogo Bauman, a modernidade é liquida, há mudanças constantes em todos os aspectos da vida. Por exemplo, durante a pandemia da COVID-19  as pessoas reiventaram-se, buscaram novas maneiras de trabalhar e de consumir. Desse modo, o varejo digital ganhou grande espaço.

Como consequência, trouxe muita comodidade e segurança ao indivíduo. Na contemporaneidade, as pessoas não precisam sair de suas casas para fazer compras, pois na internet é possivél encontrar qualquer tipo de produto, o que trouxe muitos benefícios ao consumidor. Desse mesmo modo, os donos de e-commerce também foram beneficiados, em razão do baixo custo da loja virtual, a facilidade de vender e o maior alcance de clientes. No entanto, os pequenos comerciantes estão sendo prejudicados. De acordo com pesquisa feita pelo IBGE, cerca de 62,5% das pequenas empresas sofreram impactos negativos, uma vez que os gastos com impostos, aluguel e funcionários são altos e não podem competir com os preços dos produtos na internet.

Logo, fica evidente que o crescimento do varejo digital trouxe beneficios e maleficios. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para acabar com os malefícios. Portanto, o Ministério da Economia -entidade representativa do Poder Executivo- deve fortalecer as pequenas empresas, por meio da redução de impostos, com a finalidade de diminuir os gastos do microempreendedor. Desse modo, os pequenos negócios serão mais lucrativos e poderão compertir com os grandes comércios e e-commerce.