O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 27/09/2021
Com o advento da Terceira Revolução Industrial após meados do século XX, novos meios de tecnologia e de comunicação surgiram, impactando as maneiras do ser humano de interagir com a realidade, inclusive as suas relações de compra, que agora passaram a serem feitas online. Além disso, essas mudanças econômicas cresceram durante a pandemia do vírus COVID-19, integrando-se de forma expressiva à vida do cidadão brasileiro. Entretanto, esses avanços ainda enfrentam bloqueios, visto que muitos ainda não têm acesso à internet, além da falta de estrutura em setores federais, como nos Correios. Sendo assim, é fundamental a ação do Estado, tendo como alvo o preparo dos meios estatais para suportar essa nova tendência.
Em primeiro Lugar, é importante elencar a falta de integração à esse tipo de comércio por parcela da população, já que nem todos conseguem acessar a internet. Tal fato pode ser comprovado pelas análises do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), as quais revelam que 12,6 milhões de domicílios no país ainda não têm internet, algo essencial para vender e para comprar digitalmente. Logo, é possivel inferir que, com base nos dados do IBGE, mesmo com a ampliação dos novos métodos comerciais, agora muito presentes nos celulares e nos computadores, milhões de brasileiros não podem desfrutar disso, causando, assim, exclusão social e digital na sociedade.
Em segundo lugar, outro fator que dificulta a plena efetivação desse modelo virtual de comércio na sociedade brasileira, é a falta de estrutura estatal e de pessoas para amparar essa prática. A título de exemplo, vale citar o estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, o qual apresenta que, em 2020, os Correios apresentaram um déficit de 20 mil funcionários para atender as demandas de entrega no país. Diante do dado apresentado, é notório o despreparo desse agente federal, demonstrando as falhas governamentais para conceder tais mudanças econômicas no cenário comercial online para a população.
Infere-se, portanto, que, utilizando de mecanismos estatais, é possível consolidar essa expansão comercial do meio digital para os compradores e vendedores brasileiros. Com o propósito de se alcançar esse objetivo, cabe ao Ministério da Ciência, da Tecnologia, das Inovações e das Comunicações - órgão responsável por desenvolver o patrimônio científico e tecnológico, além de definir as políticas de comunicações, inclusive no que tange à organização dos Correios -, por meio do direcionamento de verbas para pagar funcionários, abrir novas vagas de emprego nos Correios para atender as crescentes demandas de entregas, visto o aumento das compras em websites. Assim sendo, as novas formas de se fazer comércio, surgidas nas últimas décadas, serão plenamente efetivadas.