O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 28/09/2021

No ano de 2020, devido à intensificão da pandemia de COVID-19, o fechamento dos serviços não essenciais foi instituído a fim de conter a circulação do vírus. Dessa maneira, muitos empresários recorreram às vendas virtuais para que os lucros não fossem reduzidos. Tal forma de comércio é crescente hodiernamente e está associada, majoritariamente, às transformações tecnológicas e sociais ocorridas no mundo e acarreta mudanças negativas aos trabalhadores,

Diante do exposto, é válido ressaltar que a economia atual passa pela 4° Revolução Industrial ou Indústria 4.0. Esse modelo de vendas e de produção está intimamente relacionada ao aprimoramento das tecnologias, principalmente no que concerne aos meios de comunicação e de transporte, os quais tornaram a logística mundial mais rápida e dinâmica. Nesse sentido, pode-se inferir que esse processo ocasionou mudanças comportamentais nos consumidores, que passaram a adquirir mais produtos pela Internet, visto que a rapidez da entrega e a facilidade do uso de tecnologias, como as redes sociais e os aplicativos de compra e venda, resultaram em um aumento expressivo do “e-commerce”.  Assim sendo, observa-se a influência direta das evoluções científicas na economia nacional, sobretudo no setor terciário.

É fundamental salientar, ainda, que muito embora a referida conjuntura tenha efeitos positivos para o consumidor e para os grandes empresários, ela é capaz de resultar em consequências deletérias aos vendedores que trabalham em lojas físicas. Tal fato acontece pois, comumente, as vendas online demandam menos trabalhadores, devido à sua elevada automatização. Muitas lojas, por conseguinte, ao optarem pelos serviços virtuais, deixam de contratar muitos profissionais envolvidos nas estapas do comércio. Essa situação está ligada ao conceito geográfico do desemprego estrutural, o qual afirma que esse tipo de desemprego é aquele gerado pela inserção de novas tecnologias voltadas para a redução de custos e que resulta em altos índices de desemprego. Desse modo, é provável que ocorra mudanças adversas relacionadas a existência e a disponibilidade de postos de laboro, em razão da expansão do “e-commerce” no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de o Ministério da Educação promover a capacitação profissional dos cidadãos, em especial daqueles provenientes do setor terciário. Essa proposta dar-se-á por meio da oferta gratuita de cursos profissionalizantes, nos centros comunitários das cidades, que abordarão, predominantemente, a área do empreendedorismo. A supracitada medida terá a finalidade de reduzir os efeitos do desemprego estrutural ocasionado pela virtualização do comércio, já que os trabalhadores afetados por essa crise terão condições de se realocarem no mercado de trabalho.