O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 28/09/2021
Com a pandemia de COVID-19, inúmeras empresas mudaram sua maneira de vender, adotando o comércio virtual, com sites ou páginas em redes sociais. Embora essa modalidade de vendas seja benéfica aos comerciantes e à economia, seu crescimento apresenta desafios relacionados ao aumento do consumismo e ao uso de dados. Faz-se necessário, dessarte, a ampliação desse debate, para garantir uma melhor experiência com compras onlines.
Em primeira análise, cabe destacar que o comércio virtual é um expoente para o consumismo. É sábido que o consumismo é um problema sério no século XXI, como evidencia uma reportagem de 2018 do portal de notícias G1, que apresenta diversos relatos de pessoas que ficaram viciadas em compras e se endividaram. Nesse contexto, a facilidade que lojas virtuais podem apresentar, são também impulsionadoras do consumismo, uma vez que a entrega em casa, a agilidade e outros benefícios que aplicativos e sites de compra online carregam, tornam mais simples adquirir bens, mesmo que não sejam essenciais. Dessa maneira, além de um problema de endividamento, o consumismo pode gerar consequências à saúde mental, já que a sensação da bem-estar e felicidade fica dependente da aquisição de produtos. É essencial, desse modo, repensar os ideais de consumo na sociedade, para evitar essa problemática.
Ademais, a proteção de dados deve ser um tema abordado, principalmente com o crescimento do comércio online. O documentário O dilema das redes, da plataforma Netflix, mostra as problemáticas envolvendo os dados que circulam nas redes, inclusive o direcionamento de conteúdos e propagandas. Dessa forma, a maioria das compras em sites e aplicativos é feita utilizando cartão de crédito ou débito, nesse processo é preciso colocar dados pessoais, como CPF, endereço, número de telefone, dados do cartão, entre outros. À vista disso, o usuário fica exposto ao mau uso de seus dados, até mesmo a venda desses, além de que o direcionamento de propagandas gera um ciclo vicioso de consumismo, problema citado anteriormente.
Urge, portanto, estabelecer ações que criem um ambiente de comércio virtual mais seguro e saudável. Primeiramente, cabe aos grandes veículos de comunicação, como portais de notícia e canais de televisão, elaborar uma campanha de incentivo ao consumo consciente, alertando sobre os riscos do consumismo, para evitar o consumo exacerbado. Outrossim, é importante que o governo, na figura da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPDP), garante o bom cumprimento da Lei Nacional de Proteção de Dados, a fim de garantir segurança aos usuários. Assim, será possível aproveitar o comércio virtual sem preocupações.