O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 29/09/2021
Segundo pesquisa realizada pela NeoTrust, o mercado brasileiro de comércio eletrônico já vinha registrando desde 2019 índices de crescimento maiores que o do varejo tradicional há alguns anos. Em consequência da pandemia de Covid-19, o comércio virtual no Brasil continua em amplo crescimento. Entretanto, esse aumento de lojas online impossibilita a população de renda baixa de obter os produtos que necessitam, além de haver mais desempregos no comércio presencial. Portanto, é necessário que seja feita uma avaliação sobre quais mercadorias podem ser vendidas virtualmente.
Inicialmente, congruente ao comércio virtual no Brasil, uma parcela da população brasileira não tem acesso a internet o que dificulta a compra de produtos online. À vista disso, com o aumento de sites de compras online, muitos microempreendedores fecharam suas lojas físicas, impossibilitando, então, a população que apresenta baixa renda de fazerem suas compras, já que essas não têm internet devido ao valor que lhe é atribuído. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet em 2019. Dessa forma, é necessário rever o modelo de compra e venda virtual, para que, assim, toda a população brasileira possa fazer suas compras.
Posteriormente, consoante ao comércio virtual no Brasil, o desemprego dos funcionários das lojas físicas irá aumentar. Com a troca de estabelecimentos para uma loja online o trabalho será facilitado, fazendo com que apenas o dono e proprietário da loja consiga acompanhar as demandas e pedidos feitos no aplicativo. Referente a isso, muitos proletários serão demitidos de seus cargos de atendentes ou empacotadores, já que não haverá a necessidade de sua mão de obra para esse serviço, o que aumentará o número de desempregados no Brasil. Dessa forma, é necessário que o número de lojas virtuais venha a diminuir, para que, assim, não haja tanto desemprego na nossa nação.
Portanto, faz-se necessário que o comércio virtual no Brasil tenha um menor crescimento a partir de agora. Por isso, cabe ao Governo Federal analisar as lojas onlines brasileiras de modo que delimitem os produtos vendidos no mercado virtual, para que assim ainda haja lojas físicas no centro comercial do Brasil, o qual possibilitará que a parcela da população que não tem internet também possam fazer suas compras, e também, para que ainda haja funcionários empregados nos estabelecimentos presenciais. Com essas soluções, o mercado de trabalho que vinha crescendo desde 2019 estabilizará seu ampliamento, favorecendo uma grande parte da nação brasileira.