O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 17/11/2021
Com o surgimento de novas tecnologias durante a Guerra Fria tornou-se possível uma nova forma de comércio, o virtual. Esse cenário de advento do mundo digital proporcionou um rápido crescimento na compra e venda de produtos no Brasil. Assim, desencadeando o aumento do consumismo, mas também das desigualdades sociais.
Por esse viés, é mister compreender que a facilidade gerada pela internet, pelos celulares e pelos computadores na negociação de itens intensificou o desejo humano por bens materiais. Nesse sentido, Karl Marx, sociólogo alemão, aborda o conceito de “Fetiche da mercadoria”, ou seja, a atribuição de valores e significados a objetos inanimados. Com isso, empresas, por exemplo, a “Amazon” usufruem dos símbolos de “status” atribuído ao consumo para gerar lucro. Desse modo, depreende-se que a praticidade do comércio virtual provocou o aumento do consumismo.
Outrossim, o cenário digital agrava ainda mais a “mutilação” de direitos causados pela pobreza, em virtude na heterogeneidade no acesso as ferramentas cibernéticas. Sob esse prisma, na frase” toda tecnologia cria seus excluídos”, Pierre Levy demonstra que o avanço científico aumenta o abismo social existente. Em virtude disso, em uma sociedade, na qual o consumo é poder e dominação simbólica, o cerceamento do comércio virtual é um “apartheid” civil. Portanto, a sociedade urge pela democratização do mundo digital para a formação de um país mais igual.
Em suma, as novas formas de transações e trocas demonstram os problemas de um processo de globalização desigual. Destarte, é fulcral que o Estado - instituição responsável pela garantia dos direitos constitucionais – fomente a reflexão acerca dos padrões de consumo na sociedade por meio da introdução da Educação financeira no currículo escolar e de aulas de filosofia que demonstrem os mecanismo de manipulação usados pelo ”e-commerce”, a fim de formar uma sociedade com hábitos mais sustentáveis, por conseguinte, menos materialista. Além disso, é necessário que o Ministério da ciência, da Tecnologia e Inovações fomente o acesso à tecnologia em regiões periféricas, mediante a da incorporação de smartphones, tablets em escolas e espaços públicos.