O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 18/11/2021

Com a Revolução Técnico-Científico-Infomacional do século XXI, a internet começou, cada vez mais, a fazer parte do cotidiano brasiliense. Nesse sentido, o universo digital aumentou muito e, na atualidade, explodiu em números de acessos - principalmente devido à pandemia do COVID-19 -, adquirindo protagonismo no âmbito comercial. Em contraponto, como o “e-commerce” - nome dado ao comércio virtual - é um modelo mercantil recente, demonstra insatisfações que desalentam o consumidor, causando desconfiança e desânimo. Dessa forma, é necessário a análise de dois aspectos, haja vista a falta de confiabilidade do brasileiro e os custos altos em relação ao transporte de produtos.

Diante disso, apesar do crescimento constante do comércio virtual no Brasil, há uma parcela da população que não deposita confiança em comprar em sites digitais. A respeito disso, sabe-se que, segundo um estudo comparativo entre os países do mundo feito pela empresa Google, muitos dos cidadãos brasileiros nutrem certo receio de utilizar sua capital por meio da internet, e que, por isso, o “e-commerce “no Brasil não é tão vasto quanto poderia ser. Isso acontece, portanto, principalmente pela insegurança que os possíveis golpes fraudulentos como clonagem de cartão e uso indevido de CPF causam. Dessa maneira, é fundamental o planejamento do combate aos riscos possíveis que ocasionam o recebimento do comprador que, por sua vez, prejudica o varejo on-line.

Ademais, outro fator que paralisa uma maior elevação nas taxas de mercado virtual é o custo abusivo de transportes de produtos que se encontram na internet. Nesse sentido, é factual que, segundo a empresa Mintel, o segundo motivo que leva os brasileiros a não consumirem via “web” é o frete caro, principalmente para os que vivem em áreas afastadas das metrópoles, como o Nordeste. Nesse cenário, o preço de translação de produtos, regularmente, é maior do que o próprio produto, causando desistência e desânimo aos consumidores. Assim sendo, fica evidente que a ascensão do comércio digital é influenciado, muitas vezes, negativamente pelo valor de deslocamento cobrado.

Infere-se, então, a necessidade de resolução do supracitado. Logo, é dever do Ministério da Segurança, principal agente protetor do país, investir em esquadrões cibernéticos que, por meio de vistorias minuciosas, monitorar os principais sites de comércio on-line. Isso posto, é fundamental, também, que a empresa dos Correios limite o preço do frete, um fim de que não seja abusivo e todos podem ter condições de participar do mundo conectado. Assim, a desconfiança referente ao meio digital diminuirá e, consequentemente, os índices de consumo virtual no Brasil irão elevar-se de forma que pesquisas comparadas como as do Google irão ser lideradas pela população canarinha.