O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 19/11/2021
É notória a necessidade de ir ao encontro com a questão do comércio na internet. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõem os desafios da inclusão desse universo tecnológico na vida dos brasileiros. Com o advento do Mercantilismo, entre os séculos XV e XVIII, a humanidade percebeu a importância das intermediações das vendas para o crescimento econômico e social das nações. Por essa razão, no século XXI, a tecnologia está mudando o canal de contato entre o comerciante e o consumidor com o objetivo de globalizar esse processo. No entanto, manter a segurança dos usuários e garantir a democratização dessa modalidade de negócio, são desafios ao governo e à sociedade para a plena adaptação de todos à nova realidade.
A priori, essa problemática de caráter tecnológico remonta ao crescimento de fintechs (instituições digitais de soluções financeiras) na internet nas últimas décadas. Desse modo, evitar fraudes nos getways (software que recolhe dados bancários) de pagamento e preservar os dados dos clientes é de extrema importância para a manutenção do comércio virtual. Tal problemática pode ser ratificada nos dados da pesquisa realizada pelo SPC Brasil. Nesse relatório, os números apurados apontam que, em 2019, a cada 10 internautas, 6 deles sofreram com algum tipo de fraude financeira. Sendo assim, é necessário conscientizar os usuários e reforçar a segurança de dados nas plataformas comerciais.
Somado a isso, a pandemia do COVID-19 acelerou o processo de entrada dos comerciantes no mundo virtual, mas não acompanhou a capacitação dos mesmos. Dessa forma, nem todos os trabalhadores têm acesso as informações sobre como anunciar de forma correta nas redes sociais, o que acaba atrapalhando no crescimento de seus empreendimentos. Tal fato pode ser exemplificado nas pesquisas da Digital ADSpend, nas quais os números informam que em 2020 foram investidos mais de 20 bilhões de reais em publicidade digital. Diante de tal discussão, pequenos negociantes precisam se adaptar a esses conjuntos de práticas para poder se encaixar nesses números do mercado digital.
Torna-se evidente, portanto, que a questão da expansão do comércio digital exige medidas concretas. É imperiosa, nesse sentido, uma postura ativa do Ministério da Economia (ME) em relação a maior fiscalização das plataformas que recolhem dados financeiros dos brasileiros, por meio da implementação de medidas que atestem a segurança dos sites e informem a população quais lugares são seguros para fazer transações financeiras. Porém, uma transformação completa deve passar pelas principais plataformas de redes sociais, que, em conjunto ao ME, democratizem a educação empreendedora, para que os donos de pequeno comércio entendam a necessidade de passar por essa adaptação. Isso seria viável por intermédio de cursos online sobre marketing digital para esse público. Dessa forma, as futuras gerações estarão mais preparadas para viver em um mundo globalizado e tecnológico.