O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 23/11/2021

O comércio virtual pode ser entendido pela venda de produtos por meios eletrônicos, onde o uso de computadores, celulares e internet conectam o consumidor com o vendedor de forma prática para ambos. Assim, pode-se compreender que o E-commerce oferece vantagens, como a venda em escala global, o atendimento 24 horas e preços operacionais mais baixos em relação à loja física, porém, também traz dificuldades e problemas que atrasam o desenvolvimento do comércio virtual no Brasil. Isso evidencia-se não só pela falta de segurança com dados pessoais dos clientes, como também pelo tempo de entrega não ser no ato da compra. Nesse sentido convém analisar as principais causas, consequências e possíveis soluções para tais impasses.

Inicialmente, pode-se entender a insegurança do comprador como uma das principais causas do problema, pois a compra pela internet requer dados pessoais, os quais podem ser roubados, trazendo prejuízos para o comprador. Conforme um levantamento realizado pela Kaspersky, empresa de segurança de informações, no Brasil, ocorreu um aumento de 120% no roubo de informações pessoais pela internet no ano de 2020. Com isso, é possível perceber que apesar dos benefícios do E-commerce, a falta de segurança que ele traz é grande, isso gera medo na população, causando o atraso no desenvolvimento tecnológico de vendas e compras no país.

Outro ponto que envolve a problemática, é o tempo de entrega do produto não ser no ato de compra, porque, geralmente, as pessoas possuem a necessidade imediata de entrega, mas a demora do envio varia entre dias até meses. De acordo com um estudo realizado pela Mintel (Multinacional fornecedora de inteligência de mídia e mercado), 19% dos entrevistados evitam realizar compras on-line por causa do longo tempo de espera, o qual, de acordo com a Sieve Price Intelligence (Especialista de Inteligência de Preços), demoram, em média 46 dias. Dessa forma, fica evidente que essa desvantagem do E-commerce é significativa, por causa da necessidade de rapidez de consumo.

Logo, é imprescindível a resolução para tais impasses. Os Ministérios da Integração Social (MI) e da Justiça (MJ) com as empresas de comércio virtual devem criar uma lei que tenha como principal objetivo proteger os dados pessoais dos consumidores de compras online por meio de fiscalização. Além disso, devem estabelecer filiais regionais dessas empresas, através do incentivo tributário com a participação ativa da população consumidora de produtos com vendas virtuais, objetivando aumentar a segurança desses ao comprar produtos em lojas on-line e diminuir o tempo para a entrega dessas mercadorias. Dessa forma terá um aumento no desenvolvimento tecnológico de vendas virtuais no país.