O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 30/10/2024
Manoel de Barros, poeta contemporâneo, escreveu em suas obras a “Teologia do traste”, que busca dar valor a situações constantemente desconsideradas e desvalorizadas. Seguindo a lógica do poeta, faz-se preciso analisar o crescimento do comércio virtual no Brasil. Nesse viés, é imprescindível discutir sobre a desvalorização do comércio local e a negligência estatal.
Convém ressaltar, a princípio, o entrave do menosprezo para com o empreendedor local. Desde a Revolução Francesa, entende-se que o caráter participativo, além da razão e da justiça, são ferramentas fundamentais para o progresso de uma nação. No entanto, a realidade brasileira se afasta desse ideal, no que se tem haver com oportunizar tanto o comércio virtual quanto o local. Sendo assim, o alto índice da lacuna trabalhista no esforço comercial é perpetuado.
Além disso, a escassez de medidas eficazes para combater a disparidade comercial é uma problemática predominante. Segundo o escritor inglês Aldous Huxley, “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Nesse sentido, é fulcral salientar que o poder público assume uma omissão governamental no que se refere a garantir um crescimento igualitário do comércio presencial e virtual. É indiscutível que aqueles que deveriam lutar pela minimização dos impactos da expansão do e-commerce, negam seus deveres e obrigatoriedades, assim, ocorrendo somente o crescimento do faturamento de vendas on-line.
Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Logo, cabe ao Governo Federal - órgão gestor do país - junto ao e-commerce brasileiro, estimular a participação das vendas presenciais e vendedores locais nas plataformas digitais, por meio de ofertas e oportunidades de faturamento, com objetivo de equilibrar o pequeno negócio e o crescimento do comércio virtual no Brasil. Dessa forma, construir-se-á um Brasil mais democrático e valorizado como busca a obra de Manoel de Barros.