O crescimento do uso de anabolizantes por jovens em evidência no Brasil

Enviada em 17/08/2026

A rede midiática é responsável por fortalecer padrões de beleza impostos pela sociedade, sendo o corpo musculoso, sobretudo o masculino, um dos principais na cultura brasileira. Entretanto, formas imediatistas para alcançar o “corpo perfeito” se popularizaram, destacando-se o uso de anabolizantes entre jovens. Todavia, essas substâncias são prejudiciais e proibidas sem prescrição médica, prática que se torna cada vez mais evidente na sociedade brasileira.

Em primeira análise, na perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, o fato social exerce coerção sobre os indivíduos, moldando comportamentos coletivos. Nesse sentido, a normalização do uso de anabolizantes revela uma patologia social, na qual a indiferença coletiva legitima a perpetuação do problema. Por essa ótica, tornou-se banal o uso dessas substâncias sem acompanhamento médico, impulsionado pelo desejo imediato de atingir um padrão estético, mesmo diante dos riscos à saúde.

Em segunda análise, a inoperância estatal frente ao aumento desse consumo, ainda que proibido, é fator fundamental para a manutenção dessa patologia. Esse quadro de inoperância exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, mas que não cumprem seu papel com eficácia. Desse modo, para refutar a teoria do estudioso polonês, é imprescindível que essa problemática seja revertida.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a ANVISA e com as redes midiáticas, promover campanhas de conscientização sobre os males dos anabolizantes, por meio de propagandas televisivas, palestras em academias e fiscalização de pontos de venda, a fim de desnaturalizar seu uso indiscriminado e incentivar a hipertrofia por meios naturais e saudáveis. Assim, será possível moldar o comportamento coletivo de forma positiva e romper com a lógica descrita por Durkheim.