O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 17/04/2018
Historicamente, no período da Grécia, um corpo bonito estaria representando uma mente brilhante e um interior mais perfeito ainda. Apesar de passados todos esses séculos, essa ideia continua permeando os brasileiros desde a escola, até o mercado de trabalho. Com isso,urgem transtornos para uma parcela da população no qual não sentem-se adeptas ao seu corpo e buscam entrar em moldes.
Sabe-se que, com maior ênfase após a Revolução Técnico-científica , as tecnologias de informação e a internet ganharam grande expansão. Sendo assim, nos meios midiáticos não foi diferente, este tornou-se no decorrer do tempo, um dos principais precursores de expandir os padrões de beleza mais vigente dentro da sociedade hodierna. A partir disso, fora do contexto televisivo, o alcance desses padrões é tecnicamente impossível, resultando em indivíduos frustados por não obter aquilo imposto. Além disso, pelo enquadramento do mundo capitalista, os interesses e desejos são produzidos em massa e tal indústria de consumo acaba tornando-se aliada na estipulação de estereótipos. Destarte, por ausências de conscientização educacional acerca da pluralidade do biotipo de cada corpo brasileiro, acabam arriscando suas próprias vidas submetendo-se aos procedimentos e dietas errôneas.
Por conseguinte, segundo a visão de Kant, é impossível conceituar racionalmente o belo, ou seja,não cabe a esses recursos e à sociedade em si, alienar a população acerca de definições subjetivas. Entretanto, percebe-se grande disparidade sobre aceitar-se,partindo para transtornos físicos e de cunho psíquico, incluindo anorexia e bulimia como fatores preponderantes seguidas do bullying dentro, por exemplo, de instituições escolares e de trabalho. Haja vista que, assuntos no qual englobam temas como esses, são julgados como tabus apesar da evolução existente. Outrossim,tal exclusão liga-se às possibilidades de suicídios, no qual assim como relata Durkheim, aponta como um suicídios egoístas, cometidos por indivíduos não adeptos às relações sociais.Assim, visa-se alternativas capazes de desenvolver a noção de aprovar-se independentemente do corpo, priorizando a saúde física e mental.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse.Faz-se necessário primordialmente, na participação do Estado ligado ao Poder Executivo no investimento em clínicas com nutricionistas e psicólogos, para assim,degradar os distúrbios alimentares e uma posterior depressão, incluindo as camadas mais baixas socialmente.Torna-se também imprescindível a ação do Ministério da educação nas instituições escolares promover palestras e debates sobre aceitação pessoal, independentemente do corpo e a retirada de preconceitos.Por meio disso, liga-se aos meios midiáticos, na execução de campanhas para quebrar tais paradigmas, mostrando a diversidade da beleza de cada brasileiro, juntamente da sociedade civil, buscando expandir que cada um encontra-se dentro do seu próprio padrão.