O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 20/04/2018

Desde o Renascimento no século XIV, os padrões de beleza eram impostos. As obras do Michelangelo denotam que as mulheres mais aceitas e esculpidas em telas seriam as “gordinhas”. Porém, esse padrão mudou e os expostos atualmente tem gerado frustrações, doenças e até mesmo morte, não só isso o número do consumo desenfreado por cosméticos impulsiona às indústrias e empresas que cuidam da estética a manter esse padrão e lucrar cada vez mais.

Em primeira instância, vale a pena ressaltar a manipulação midiática para um corpo musculoso, com curvas, e que se diz perfeito para uma melhor aceitação no convívio social. Costumeiramente novelas, filmes, evidenciam e comprovam que o grupo de amigos e relacionamentos aumentam pelo simples fato de seguir o estereótipo exigido. Desse modo, muitas pessoas fazem dietas extremas, praticam atividades físicas excessivas e até mesmo cirurgias de risco, somente para satisfazer os ideais capitalistas e segregatórios. Nota-se ainda o alto número de depressão e mortes por não atingir o padrão considerado perfeito.

Outrossim, a mercantilidade tem se intensificado e crescido de forma exponencial na área de cosmética. O lucro é a única preocupação, porém, o bem-estar e a saúde ficam em segundo plano. Prova disso são as inúmeras pessoas doentes após ingerirem doses de remédios a fim de atingir o corpo perfeito, ademais, a quantidade de suplementos vendidos sem receita médica, tem causado o aumento do comércio clandestino. Contudo, a falta de treinamento psicológico e de autoafirmação, faz com que as pessoas sejam engodadas por anúncios que prometem o ilusório.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe a mídia com o seu poder influenciador mostrar a realidade vivida e desmistificar a ideia de um corpo lindo e atenuar para uma vida saudável, sendo punida pelo Poder Judiciário caso continue com a visão capitalista e prejudicial para o povo. Por fim, as escolas devem fornecer palestras para alunos e familiares a fim de elucidar a importância de sentir bem independente da padronização, assim, o lucro dado as empresas diminuiria e a saúde e bem-estar seria o primeiro plano.