O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 22/04/2018
Desde os primórdios a sociedade vem impondo padrões de beleza, como demonstrado nas esculturas clássicas renascentistas . Com o advento das redes sociais deflagou-se uma maior exposição das pessoas, resultando numa cultura que coloca a estética em primeiro lugar. Tais padrões acarretam problemas de saúde, onde em detrimento da aparência renegam o bem-estar.
Deve-se pontuar, à princípio, que as mídias sociais trouxeram consigo uma exaltação do padrão de beleza, afetando principalmente mulheres, como mostra a pesquisa realizada pela Edelman Intelligence, onde mais de 80% das mulheres se sentem pressionadas a atingir um padrão de beleza. Havendo assim, além da auto cobrança para se encaixar num padrão, também a pressão social, que, segundo Émile Durkheim, o indivíduo é produto da sociedade, sendo assim refém dos moldes por ela impostos. Como fruto disso, o Brasil é recordista em cirurgias plásticas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos da América.
Vale ressaltar, também, que tal culto à padronização corporal traz consigo sérios problemas de saúde e sociais. Problemas como anorexia, bulimia e vigorexia são decorrentes de quando o indivíduo se priva de uma alimentação adequada por fobia de não se encaixar em um conceito, modelo ou quando há uma alteração da imagem corporal. Em consonância com esses problemas de saúde, há também, problemas onde o indivíduo deixa de ter um convívio social por viver em função da comida.
É evidente, portanto, que o culto à padronização corporal vem afetando a saúde das pessoas em busca do ‘‘corpo perfeito’’. É improrrogável uma vigilância sistêmica por parte do Ministério da Saúde e do Conselho Regional de Nutrição, a nutricionistas que receitam dietas online e maléficas para a saúde. Tais doenças supracitadas, devem ser tratadas por uma equipe multidisciplinar, com nutricionistas, psicólogos e médicos. A mídia tem enorme importância realizando campanhas na conscientização, alcançando um grande grupo de pessoas.