O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 24/04/2018
Na Constituição Federal de 1988 está previsto que é dever do Estado garantir a saúde, mediante políticas sociais e econômicas, que visem à redução de doenças. Em oposição a tal preceito, vê-se que, no Brasil, tem sido discutido sobre a busca desenfreada pelo corpo ideal e seus, respectivos, danos à saúde. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: o impacto das mídias sociais no culto à padronização corporal e o desenvolvimento de doenças, devido a esse cenário.
Em primeira análise, cabe pontuar que as novas tecnologias fomentam a busca pelo corpo perfeito. Comprova-se isso por meio de observação da promoção do corpo magro, torneado e bronzeado nas mídias, relacionada à satisfação pessoal. É importante ressaltar que, muitas vezes, a intenção principal desse incentivo é a venda de produtos ou procedimentos estéticos. Nessa perspectiva, se inicia uma busca influenciada pela adequação ao padrão imposto socialmente. Portanto, essa realidade parece fazer alusão a Teoria da Tábula Rasa de John Locke: “O ser humano é como uma tela em branco, que é preenchida por experiências e influências”.
Em segunda análise, convém frisar que o desenvolvimento de doenças é comum diante dessa problemática. Prova disso está nas tentativas frustradas em tentar se ajustar ao corpo ideal que circula pela sociedade brasileira, o que proporciona o aparecimento de efermidades, como, a depressão, a anorexia e a bulimia. Destarte, é imprescindível a ação conjunta de diversos atores socais, para que ocorra a ruptura dessa ideia de corpo ideal e, posteriormente, a aceitação das diferenças.
Diante do exposto, para que a saúde seja, de fato, assegurada na prática como prevê a Constituição Federal, é necessária cooperação mútua de diversos atores socais. Dessa maneira, o Ministério da Educação (MEC) deve promover a aceitação das diferenças, por meio de palestras educativas em centros educacionais, com o objetivo de atenuar o desenvolvimento de doenças ,propiciadas pela busca desenfreada pelo corpo ideal. Além disso, o CONAR deve fiscalizar as propagandas apelativas nas mídias sociais, com a intenção de diminuir a propagação do ideal perfeito presente na sociedade brasileira.