O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/04/2018
No Brasil, a crescente influência da mídia na sociedade é tão forte que acabar por criar uma mudança de pensamento sobre o que é certo ou errado, bom ou ruim. É nesse ponto que as empresas de produtos relacionados ao corpo, como as têxtil e de cosméticos se inserem e criam um problema que é a padronização corporal, que pressiona muito mais as mulheres e pode acarretar diversos problemas de saúde.
Dessa forma, é como Milton Santos afirmou, que vive-se na era técnico-científico-informacional, ou seja, a informação propagada pelos veículos de comunicação nunca atingiu nem influenciou tantas pessoas como na atualidade.
Sendo assim, a indústria da beleza gasta centenas de milhões de reais por ano com comerciais em rádio, TV, revistas e internet. Isso tudo ajuda a alavancar as vendas, não é toa que o faturamento das empresas do setor cresceu em 2017, dados que elas próprias divulgaram. O grande problema dessas propagandas é que elas criam um esteriótipo de mulheres magras e vendem a ideia de que possuir tal corpo é a chave para o sucesso pessoal e profissional e que para obtê-lo é imprescindível utilizar os produtos mencionados.
Desse modo, aproximadamente 87% das mulheres criam uma mentalidade de que o segredo para obterem reconhecimento em uma sociedade machista como é a brasileira, é fundamental se adequar aquilo que a mídia mostra, foi o que mostrou a pesquisa, de 2016, da Edelman Inteligence. Por esse motivo, doenças como anorexia, caracterizada pela intensa perda de peso devido à uma dieta rigorosa, e a bulimia, que é usar métodos, como indução ao vômito, para evitar engordar, tendem a aparecer de forma cada vez mais frequente.
É necessário, portanto, combater esse problema de duas formas: primeiramente o Ministério da Educação deve criar um projeto nacional nas escolas, em que os professores de educação física seria orientados a levar o assunto de padronização corporal com mais afinco nas suas aulas, para que as meninas desde pequenas aprendam que o importante é ser saudável e não ser “perfeita”. Em segundo lugar, é fundamental que o Ministério da Saúde aumente o contingente de psicólogos e nutricionistas nos postos de saúde em todo país, para ajudar da melhor maneira as pessoas que possuem doenças relacionadas a magreza.