O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 27/04/2018

Na Grécia Antiga, era comum o culto ao corpo musculoso, de proporções simétricas, tanto que seu lema era “Mente sã, corpo são”. Ao longo da história da humanidade, os padrões sociais de beleza foram se alterando. Durante o período renascentista, o esteriótipo consistia em corpos mais gordinhos, com curvas acentuadas, a exemplo disso tem-se o quadro “Monalisa”, de Leonardo da Vinci, que retrata a mulher perfeita para a época. Em contraposição, na contemporaneidade, há uma retomada dos preceitos Greco-Romanos, só que de maneira mais acentuada e nociva. Dessa forma, faz-se necessário discussões à respeito do paralelo causa x consequência da problemática em questão.

Os meios midiáticos, através de revistas, filmes, novelas, propagandas publicitárias e afins, o tempo inteiro bombardeia-nos com convenções sociais, onde é colocado que para tornar-se bela, “entrar para o mercado de consumo”, e, em consequência, ser feliz, deve-se possuir corpos magros e esbeltos. Em virtude disso, diariamente, milhares de pessoas submetem-se à processos estéticos, como caras academias, dietas rigorosas, cirurgias e mais cirurgias, o que impulsiona o capitalismo, e faz girar a roleta da economia local e mundial.

Além disso, como o corpo dito ideal dificilmente poderá ser alcançado de forma natural, devido a questões biológicas, e processos estético, como, por exemplo, cirurgias de lipoaspiração, não serem acessíveis a todos, por conta de seu alto valor de custo, cria-se uma sociedade complexada. Prova disso são os inúmeros casos registrados no Brasil de pessoas com distúrbios alimentares, tais como anorexia, bulimia e vigorexia, o que fica perceptível no filme, baseado em fatos reais, “O mínimo para viver”.

Dessa forma, evidencia-se que o esteriótipo de beleza, cada vez mais, gera uma sociedade infeliz e sem amor próprio, portanto, medidas devem ser tomadas. A mídia, como formadora de opinião, deve parar de padronizar a beleza, e mostrá-la em suas pluralidades. Cabe também a escola, em junção com as famílias com as famílias trabalhar nas crianças a autoaceitação, mostrando-nas a sua beleza. Além disso, o governo deve garantir maior eficácia do Sus, a fim de que as pessoas que sofrem de distúrbios alimentares recebam um tratamento eficaz. Pois, somente dessa maneira, poderemos amenizar os danos gerados pela padronização social.