O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 26/05/2018

Magreza. Brancura. Cabelo liso. Olhos azuis. Essas são algumas das características básicas do padrão de beleza imposto pela sociedade brasileira. Entretanto, é um equívoco padronizar os aspectos corporais, visto que existem vários e todos devem ser valorizados e respeitados pela coletividade. Logo, se fazem necessárias medidas que culminem o culto à padronização corporal no Brasil.

Em primeira análise, há um protótipo de beleza vigente entre os brasileiros que é causado, muitos vezes, pela cultura familiar e é fomentada pela mídia. Algumas meninas, por exemplo, já crescem com um ideal a ser seguido, pois até os seus pais as comparam com outras que possuem características “melhores” das delas. E para piorar as mídias televisivas exercem grande influência. Nos comerciais de televisão, por exemplo, há muitas propagandas sobre produtos de beleza, pois esses cosméticos ganharam muita popularidade diante da busca pela perfeição.

Em segunda análise, o padrão de beleza do Brasil além de ser errado é racista. Primeiro: não pode existir um modelo determinado. Segundo: o parâmetro criado pelos brasileiros exalta as qualidades do branco e deixa o negro em desvantagem. Isso porque as características dos afrodescendentes são consideradas feias por serem o oposto do que se cosidera normal. O cabelo cacheado e  a pele escura ficam desvalorizados em relação a pele branca e o cabelo liso. Por causa disso, o preconceito entre as etnias aumenta e os negros ficam diante de um cenário de desigualdade social.

Diante disso, medidas devem ser tomadas, tais como: é preciso que a Educação Brasileira esteja também preocupada com este assunto. Os professores de sociologia, por exemplo, devem debater o tema com os alunos buscando levá-los a uma mentalidade correta sobre a questão. É necessário também que o Governo invista em palestras nas escolas e levem psicólogos para conversarem sobre a temática com os estudantes , além da própria concientização que cada um deve ter sobre se amar e aceitar-se do geito que é. Assim, com estas alternativas apresentadas, os padrões de beleza não se farão mais presentes na sociedade brasileira.