O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/04/2018

Para o sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora estruturas sociais que são impostas a sua realidade. Após incorporar, naturaliza esse padrão e o reproduz ao longo do tempo. Esse fato é perceptível na contemporaneidade, sobretudo, decorrente da influência da mídia inicializada no século XX e por fim, causando diversas complicações de saúde como os transtornos alimentares.

Com o surgimento dos filmes, novelas e propagandas houve uma padronização de características físicas para fazer parte desse meio, tendo então, um imposição do que é “belo e feio”. Desse modo, os telespectadores começam a se questionarem e a buscarem a ter a mesma imagem, caso contrário, não se sentiriam felizes nem bonitos(as).

Urge salientar que, além de aderir mudanças alimentares e exercícios intensos para atingir o corpo desejado, existe pessoas que se submetem a diversas cirurgias, como no caso do Ken Humano, que influenciado pelos filmes/desenhos da Barbie, queria ter a mesma aparência do Ken e por isso, realizou várias cirurgias para alcançar seu objetivo. No entanto, a realização desses métodos sem acompanhamento e indicação médica, pode causar transtornos alimentares como anorexia, bulimia, vigorexia, como também o uso de geles redutores de gordura  localizada podem causar alergias e danificar a pele.

Segundo Platão defendia, o importante não é apenas viver, mas viver bem. Portanto, medidas são necessárias para o aprimoramento do processo. Desse modo, o Ministério da Saúde aliado ao governo deve criar leis para que a mídia diminua a quantidade de propagandas de produtos emagrecedores e mostre a consequências do uso de tais produtos, bem como investir em publicidade e palestras que mostrem a importância de um acompanhamento médico para emagrecer de forma saudável, em consonância com suporte médico de nutricionistas e psicólogos para aqueles que sofrem transtornos alimentares.