O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 12/05/2018
Historicamente, a idealização de padrões estéticos esteve de alguma forma. Desde as mais primitivas, com a estatueta de Vênus, até a atual conjuntura, com a disseminação de estereótipos nos meios midiaticos. Nessa perspectiva, o Brasil, ocupante da terceira posição no consumo mundial de cosméticos, é um valioso mercado alienativo para a indústria capitalista. Dessa forma, é importante analisar a autodestruição corporal, e o enfraquecimento psicológico da população despadronizada.
É indiscutível que intervenções imoderadas no corpo são de grande risco à saúde humana. Todavia, no início do séc. XX, em meio à primeira guerra mundial, deu-se a intensificação de métodos para a regeneração de soldados afetados em combate, era então o marco das cirurgias plásticas na idade moderna. Hodiernamente, a população brasileira usa esse tipo de recurso de modo acentuado em prol da realização pessoal. Nesse sentido, deve ser coibida a excessiva procura de procedimentos estéticos, os quais fragilizam o organismo por conta de inúmeras conturbações, entre elas, hematomas e infecções.
Ademais, a pressão da beleza ideal enraizou-se na cultura do Brasil, o que afeta gravemente a população imperfeita (despadronizada). Sob tal ótica, segundo o sociólogo Emille Durkheim todo tipo de pressão ou constrangimento exterior exercido sobre alguém é fato social,pois possui vida própria na sociedade. Dessa forma, a intolerância ao diferente que agrega o bullying nas escolas, o preconceito cotidiano, entre outros, provoca um forte abalo psicológico às vítimas. Por conseguinte, o Brasil possui índices elevados de pessoas com depressão, distúrbios alimentares e até mesmo suicídios pela infelicidade com a aparência.
Percebe-se, destarte, que a padronização da beleza deve ser erradicada, para isso conforme o psicólogo William James o ser humano pode alterar sua vida mudando sua atitude mental. Assim, cabe ao Conselho de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) sustar anúncios abusivos através de uma severa fiscalização que impeça a indústria capitalista a induzir estereótipos. Além disso, o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura devem realizar uma reeducação cultural no país, associando programas socioeducativos em escolas e locais de trabalho, para dessa maneira haver a quebra de paradigmas relacionado à beleza. Em seguida cada poderá ser único, glorificando seu verdadeiro eu com sua beleza natural.,