O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 15/05/2018
O culto à magreza nem sempre foi o padrão de beleza. Na década de 40,por exemplo, Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor eram consideradas ícones femininos com suas curvas acentuadas e seus cabelos encaracolados. Hoje, a mídia e a própria sociedade ditam padrões bem diferentes dos naturais daquela época. Entre silicones e bisturis, resta discutir os impactos e as consequências dessa padronização na contemporaneidade.
É fundamental destacar, que a mídia estampa o ideal de perfeição a todo momento,seja por meio de revistas ou via internet. Na busca desenfreada por se assemelhar a tal padrão, muitos chegam a arriscar suas vidas com procedimentos cirúrgicos,dietas exageradas e ingestão de anabolizantes. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza procedimentos estéticos, atrás somente dos Estados Unidos.
Além disso, o sentimento que se desenvolve é que,fora daqueles padrões, o homem não é saudável,desejado,belo e “apto para o consumo”, ocasionando distúrbios, ansiedade e problemas com a auto-aceitação. Para Guy Debord a sociedade virou um acúmulo de espetáculos individuais,onde tudo é vivido apenas enquanto representações perante os outros. Logo, a sociedade tem um poder muito forte nos ideias sociais,com a mídia ao seu lado, contribui para que a estereotipificação seja perpetuada.
Fica evidente portanto, que deve-se encontrar um equilíbrio, buscando um bem estar para o corpo como um todo, não se esquecendo da saúde mental. A escola deve levantar questionamentos e debater sobre estigmas corporais,por meio de palestras com psicólogos capacitados que busquem reflexões e postura crítica. É necessário uma ampliação da legislação atual a fim de limitar o excesso de propagandas abusivas, que apresentem apenas a coisificação e comercialização do corpo. Assim, haverá a quebra dos padrões estabelecidos e a sociedade compreenderá que a singularidade da beleza está justamente no seu aspecto plural.