O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 21/05/2018
No livro fictício “O retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde o personagem principal se submete a atos terríveis para manter-se sempre belo e jovem, em busca sempre da perfeição estética. Assim como na ficção, a vida imita a arte, onde em pleno século XXI exista vários “Dorian’s Gray” espalhados pelo mundo.
A indústria da beleza entrou em ascensão no século XX e vem crescendo desde então. A mídia tem papel fundamental nisso visto que coloca em voga a necessidade de mudanças das quais não precisamos, fazendo do consumidor seu próprio produto, sendo uma das industrias que mais cresce no mercado aquisitivo atualmente. Infelizmente, fomentando a ditadura da beleza ainda mais.
Fica claro, assim, que a sociedade criou padrões de estética difíceis de serem seguidos por boa parte da população. Antes mesmo da eclosão da primeira Revolução industrial e consequentemente corroborando com o surgimento de indústrias como a da beleza, já se fazia culto ao corpo perfeito. Exemplo disso seria o movimento Classicismo (século XV) que expunha um ideal de beleza na literatura, escultura e pintura vigentes afim de recriar uma natureza humana buscando a proporção, harmonia e simetria perfeita, algo mais próximo do sacro possível.
De maneiras Lamarckianas o ambiente modifica o ser, portanto, conforme vivemos em sociedade, buscamos sempre nos encaixarmos em padrões impostos pelo nosso meio social. Portanto fica evidente que, necessitamos conscientizar as pessoas, trabalhando o imbróglio com a nossa geração e as futuras para acabar com o estigma do corpo imperfeito,