O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 29/05/2018

O Brasil lidera o ranking de cirurgias estéticas feitas em sua maioria visando maior aumento das mamas e garantia de um corpo esbelto. Dessa forma observa-se uma constante pressão feita pela mídia e as vezes pela família sobre a jovem em uma busca incessável por padrões estereotipados na atual sociedade, só que começa a acontecer um grave problema mental e físico que em alguns casos chega a óbito, o mesmo acontece com cirurgias plásticas. Portanto impostas pela mídia como a maior aceitação e variabilidade do corpo pode ser difundida e a família também pode auxiliar a pessoa ao se aceitar da forma que quiser.

No entanto, o marketing influencia a mulher a ser algo que não é desde criança, mesmo que irracionalmente e acaba por excluir as camadas sociais que não possuem muito acesso a indústria cosmética. O que se observa é a desigualdade social exposta até no conjunto de meios de comunicação, pois a mulher negra não é sinônimo de beleza, com isso acabam recorrendo a clínicas clandestinas que oferecem os procedimentos pela metade do preço, possuem médicos desqualificados e o risco de morte é maior, pois o aparato é menor e ilegal.  E além disso as jovens arriscam-se cada vez mais cedo em dietas e comportamentos para se adequar a contemporaneidade.

Visando isso, a internet acaba interferindo nisso ao demonstrar jovens felizes por serem magras, e também encontram-se páginas como “Ana e Mia” que estimulam a anorexia (excesso de magreza) e a bulimia (ato de ingerir comida em excesso e depois vomitar) que interfere na saúde.

A pergunta recorrente é: até onde vai os limites de beleza impostos pelo brasileiro e a obsessão pelo corpo escultural ? Ultimamente não se debate sobre isso, apenas aceitam. Porém a mídia pode articular isso de uma forma coesa ao inserir camadas mais populares, o julgamento do ser e não ser, a exclusão de páginas que motivem o detrimento do corpo em favor do senso comum. E a família pode evitar incentivar a aceitação do indivíduo em sociedade e ensinar que somos iguais e diferentes conjuntamente.