O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/06/2018
Cirurgias plásticas. Anabolizantes. Dietas. Em uma sociedade que dita padrão de beleza, nota-se que há uma procura incessante para adquirir o “corpo perfeito”. Entretanto, o que torna tal estratégica preocupante é o fato dela ameaçar a vitalidade humana. Nesse contexto, o culto da padronização corporal é fruto da influência da mídia e causa impactos à população.
Segundo Theodor Adorno, a Indústria cultural tem o poder de dominação e difusão de uma cultura de subserviência. Atrelado a esse pensamento, é indubitável que o padrão de beleza física tem influência, majoritariamente, da mídia e da propaganda. Com elas, modelos de vida são disseminados a uma velocidade assombrosa, o que faz com que a sociedade, muitas vezes, privada de consciência crítica, e absorvam-os e incorporam-os como estilo próprio. Desse modo, esses indivíduos deixam de pensar em seu bem estar para seguir os modelos ditados pelos meios de comunicação, sem pensar nas consequências dos atos.
Outro fator imprescindível é os efeitos decorrentes de medidas utilizadas para atingir tais padrões. Ocorre que muitos fazem uso de anabolizantes, termogênicos e suplementos sem prescrição médica, e causa grandes prejuízos para saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a manipulação errônea de substâncias hormonais e químicas pode provocar sérios efeitos colaterais que vai desde comprometimento do fígado à parada cardiorrespiratória.
Urge, portanto, medidas para combater tal problemática. Cabe a mídia promover a diversidade de aparências, através de novelas e propagandas, dando visibilidade a toda forma de modelo corporal. Além disso, O MEC, aliado as escolas, deve realizar palestras e oficinas educativas, ministradas por profissionais da saúde e professores de educação física que abordem a importância de cuidar do corpo, bem como as consequências decorrente do uso de substâncias manipuladas sem acompanhamento médico, como também estimular o pensamento crítico acerca desse assunto.