O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 01/06/2018

Corpolatria

A ideia de “corpo ideal” pode variar de acordo com as civilizações. Assim, pode-se citar a sociedade espartana que primava pelo corpo forte ,tendo em vista ser um requisito em sua sociedade militarizada. Por sua vez, o absolutismo europeu delimitava o corpo ideal naquele que possuía curvas largas e refletiam a fartura na nobreza. Já na contemporaneidade o capitalismo dita o padrão de corpo a ser seguido em nosso país, fazendo uso das mídias  digitais, lucrando alto e sem o devido cuidado  na saúde.

Em Atenas, o culto ao corpo perfeito a partir do vigor físico se tornou critério de beleza, deixando um legado que vigora nos dias atuais: os jogos olímpicos. Fato que pode ser comparado a indústria da beleza e as suas promessas de proporcionar satisfação e felicidade na forma de um corpo muitas vezes irreal e inalcançável. Tais promessas que além de não serem acessíveis a todas as classes sociais podem desencadear distúrbios alimentares, psicológicos, isolamento social e  até culminar em suicídio.

Conforme Vinícius de Morais: “As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental.”, é possível perceber que a padronização estética recai principalmente sobre as mulheres. Dessa maneira, as meninas possuem a infância abreviada, incentivadas pela mídia a qual promove a sua “adultização”. Logo, necessitam chegar ao padrão ideal a todo custo, como o popular uso da cinta modeladora, a qual pode causar desmaios e aperta os orgãos internos.

Destarte, a padronização corporal no Brasil necessita de medidas de combate. O Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (CONAR) deve reforçar a fiscalização de propagandas abusivas que incentivam a “Corpolatria”  e que prejudiquem a saúde do indivíduo. Por fim, o Ministério da Educação deve promover palestras educativas sobre o tema em escolas públicas e privadas com intuito de evitar a busca desmedida pela perfeição corporal. Assim, a sociedade perceberá que corpo bonito é corpo saudável.