O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2026
O filme “Barbie” evidencia a pressão exercida pelos padrões estéticos ao retratar a busca incessante pela perfeição. De forma análoga à obra cinematográfica, percebe-se que o culto à padronização corporal no Brasil representa grave problema. Desse modo, a má influência midiática e a maldade humana contribuem como agravantes dessa problemática.
Sob essa perspectiva, o filme “Cisne Negro” mostra a obsessão pelo corpo e performace perfeitos, a fim de superar uma competição. Dessa maneira, fica nítido que, assim como na obra, a comparação é um fator constante, mas mais ainda quando se trata da fomentação da mesma pelas redes sociais. O mau uso da mídia - expondo fotos de corpos editados - prejudicam, cada vez mais, quem a consome, pois geram uma comparação com situações que não são reais, mas sim idealizadas. Altos números de transtornos alimentares e suicídios, principalmente em meninas é o reflexo de uma vida digital doentia. Logo, enquanto a internet influenciar uma estética ideal, não será possível aceitar os corpos reais.
Ademais, em “Mrs. Potato Head”, de Melanie Martinez, o verso “Ninguém vai te amar se você não for atraente” simboliza a dor em meio a uma sociedade cruel quando se trata de aparências. Nessa mesma lógica, a falta de compaixão da sociedade atual brasileira - como o bullying corporal, vindo de familiares e da escola - agravam os problemas de saúde mental, já que cultivam a ideia de que, para ser aceito socialmente, é necessário um corpo ideal. O resultado são pessoas com baixa autoestima, riscos à saúde física e principalmente a contribuição para fomentar a padronização das aparências. Dessa forma, enquanto as relações sociais não forem baseadas na empatia, a autodepressiação continuará constante.
Portanto, é de dever da sociedade combater atitudes que cultuem a padronização corporal, tanto presencialmente quanto virtualmente, por meio de discussões nas escolas - bate-papos com psicólogos e profissionais da saúde que abordem o impacto mental e físico dos padrões estéticos nos jovens -, a fim de reduzir a pressão social e oferecer meios de ajuda as pessoas que sofrem com a mesma. Assim, será possível romper o ciclo de valorização da estética perfeita no Brasil.