O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 09/06/2018

Bonecos humanos

No livro naturalista “Lucíola”, obra de José de Alencar, retrata uma cena na qual Lúcia é vista como avarenta por Cunha. Não obstante, o movimento aborda os males das atitudes humana. Com isso, como produto do sistema capitalista, por meio das redes sociais, o culto à aparência se intensifica, disseminando o dito narcisista: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”

A princípio, é incontrovertível que as redes sociais propiciam estereótipos, que regem o padrão de beleza social. Dessa forma, usuários expõem o que tem de mais belo, escondem estrias, celulites e vivem uma vida utópica para quem ver. Posto isso, no Helenismo, no movimento cinista, Diógenes prega uma felicidade sem bens materiais e ascensão social. No entanto, a preocupação dos jovens hodiernamente é a de ostentação, mas, para isso, uns passam fome e vivem nas ruas, graças à má distribuição de recursos.

Outrossim, a indústria de beleza, academias, clínicas e substâncias químicas cresce em massa e aumenta a idolatria ao corpo. Neste ínterim, Marx critica a coisificação do homem, o mundo das coisas, como bonecos, tornam-se exemplos para aparência humana. Assim, por conseguinte, a vigorexia, anorexia, bulimia e depressão têm sido vilões dos jovens atuais, haja vista a padronização do belo e preconceito vigente.

É imprescindível, portanto, o uso da internet como meio de inclusão social e a eliminação de um padrão corporal. Para isso, cabe as indústrias de beleza excitar um novo panorama no qual promova a saúde em primeiro plano, tendo ajuda dos meios de comunicação, a fim de expor diferentes tipos de beleza. Espera-se, com isso, a diminuição dos estereótipos, índices de doenças e mortes. A escola, por meio de obras literárias e conceitos filosóficos deve mostrar a visão sobre a futilidade.