O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 11/06/2018

‘‘O importante não é viver, mas viver bem’’. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa até a própria existência. Em oposição a tal preceito, vê-se que, essa não é uma realidade para os indivíduos que sofrem com transtornos alimentares, haja vista que, além de desenvolver distúrbios mentais eles podem chegar a cometer suicídio. Sendo assim para reverter esse quadro, faz-se necessária uma parceria entre as famílias e as escolas.

Em primeiro lugar, é indubitável que, no cenário hodierno do Brasil, a busca por um padrão de beleza está enraizado na sociedade. De maneira análoga, muitas vezes por causa dos estereótipos impostos pela mídia, os jovens se submetem à diversas situações para chegar a um ‘corpo ideal’. Similarmente, dietas para perder peso; exercícios físicos em excesso e até mesmo cirurgias estão presentes nesse contexto. Destarte, esses fatores atuam em um fluxo contínuo e favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Além disso, é importante ressaltar que, por consequência dos transtornos alimentares, muitos jovens colocam em risco a sua saúde. Uma prova disso são as doenças mentais e físicas que eles tendem a desenvolver, tais como: distúrbios mentais, anorexia, síndromes psiquiátricas e depressão, haja vista que, segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão leva ao suicídio, segunda maior causa de morte entre jovens de 14 à 20 anos. Diante da gravidade dessa questão, medidas são necessárias para combatê-las.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se fundamental uma ação conjunta entre as famílias e as escolas. É imprescindível que os pais dialoguem sempre com seus filhos, e fiquem sempre atentos aos comportamentos deles para evitar que eles desenvolvam transtornos alimentares. Assim sendo, cabem às escolas, desenvolver palestras, ministradas por psicólogos, que discutam sobre a importância dos jovens aceitarem os seus corpos