O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 15/06/2018

O padrão convertido em obsessão

Os padrões de beleza da sociedade brasileira sofreram constantes mudanças ao longo do tempo. Antigamente, um corpo arredondado, com quadris largos e seios grandes, era sinônimo de saúde e beleza. Porém, a Idade Contemporânea, desenvolveu alterações em tais modelos, no qual, ocorreu a construção e fortalecimento de padrões estéticos baseados na procura pelo corpo considerado perfeito. Isso é agravado através da influência da mídia e fatores de ordem educacional.

Segundo uma pesquisa realizada pela Dove, 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Isso é provocado devido à divulgação exacerbada, por parte da mídia, de propagandas que projetam imagens de corpos perfeitos. Assim, tal meio de comunicação fornece produtos e serviços que, supostamente, possuem a capacidade de auxiliar no encontro desse padrão. Em consequência dessa busca incessante, homens e mulheres, tem desenvolvido diversos transtornos alimentares e psicológicos, principalmente a compulsão e depressão.

Ademais, o sistema de educação do Brasil não fornece a abordagem da temática nas escolas. Desta forma, crianças e adolescentes não são incentivados a exercer o respeito as diversidades corporais e a aceitação pessoal. Tal fato contribui para o aumento do preconceito relacionado aos modelos de beleza.

Segundo o filósofo Blaise Pascal: “A própria moda e os países determinam aquilo a que se chama de beleza”. Nesse contexto, torna-se necessário que o governo, através do Ministério da Saúde, realize o controle de propagandas, criadas pela indústria da beleza, que promovam o desenvolvimentos de diversos transtornos. Além disso, é imprescindível que, o Ministério da Educação, disponibilize debates e palestras, com a participação de profissionais da área da saúde, que tenham o objetivo de conscientizar os alunos da importância da aceitação pessoal e do respeito a diversidade de beleza.