O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 16/06/2018
Ao analisar o livro “Filosofia da Tecnologia” inscrito por Val Dusek, vê-se que um dos temas abordados é o determinismo tecnológico, onde é considerado que a tecnologia determina a estrutura da sociedade e a cultura, diante desse exposto a tecnologia modificou o modo de fazer arte e a padronização começou a se propagar com mais facilidade. Neste contexto, dois aspectos fazem-se relevantes: o contexto histórico da padronização corporal e os perigos que ela pode trazer para a vida das pessoas.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a história torna como base de uma pirâmide para o culto ao corpo, um dos grandes exemplos foi o que ocorreu na Grécia antiga, onde as grandes estátuas e pinturas eram sempre retratadas de modo esbelto e com corpos sempre sarados, demonstrando, porém um corpo perfeito. Depois de alguns séculos, o renascimento retomou com a padronização, pois a Idade Média tinha renegado, diante disto a volta dos padrões se perpetua até os dias atuais.
Outro fator a ser abordado, são os perigos que a padronização pode trazer, doenças como anorexia, problemas psicológicos, exemplo disto é a depressão, que por parte dela pode abrir as portas para outros fatores negativos. A exposição por revistas, filmes, redes sociais e entre outros, tem uma influência enorme na continuação ao culto ao corpo. Contudo, em uma parte da mídia, já está começando a expor a realidade, como foi abordado em Malhação, onde uma menina está sofrendo com o seu corpo, por querer perder peso, para se tornar igual as grandes mulheres retratadas nas propagandas.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse, a família por ser o primeiro contado do ser humano, promover diálogos com seus filhos, para que eles entendam dos perigos que os padrões da mídia pode trazer. Os programas de auditórios, colocar rodas de conversas com psicólogos e outros especialistas sobre o assunto, para que a sociedade tenham um maior entendimento do assunto abordado. A escola, por ser a responsável de formar cidadãos, promover oficinas, palestras e conversas entre alunos e professores, para formar pessoas mais críticas. Contudo, só assim teremos uma sociedade mais proativa em relação a padronização corporal.