O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 19/06/2018

No filme “O mínimo para viver”, é retrato a vida de Ellen, que quase perde sua vida e é internada por sofrer de anorexia. Assim como nos cinemas, é evidente na sociedade brasileira transtornos alimentares causados pelo culto à padronização do corpo. Que é gerada substancialmente pela pressão estética e falta de representatividade, nas quais causa males psicológicos e físicos. De modo a ser uma problemática que deve ser combatida.

As indústrias de beleza são as principais responsáveis pela promoção da coerção estética que é gerida pela propaganda. Pois, a falta de diversidade de moldes corporais em anúncios vende a ideia de “corpo perfeito”, no qual faz com que todos que não consigam obter esse ideal seja discriminado. Ademais, o culto a padronização mobiliza não só aspectos mutáveis como cabelo e peso, padronizam também a cor de pele, invisibilizando negros e indígenas, de tal forma à promover preconceito racial.

Por conseguinte, tem-se os danos que o culto a estandardização dos corpos promove. De acordo com a plataforma G1 ‘’lojas de gente gorda não investem em roupas para jovens’’. Assim como nas vestes, é quase inexistente marcas de maquiagem que invistam em tons para todos os tipos de cor pele, essas faltas intensificam ainda mais os esteriótipos de corpo perfeito. Tais dificuldades junto à escassa representatividade nas grandes mídias e propagandas, causam a não aceitação do próprio corpo, discriminação e preconceito da sociedade, nas quais acarretam em distúrbios alimentares e depressão que podem levar ao suicídio.

Consoante ao mencionado, é fundamental que os movimentos feministas que tenham como pauta a liberdade estética, anti-gordofibia, e visibilidade das negras e indígenas ganhem mais visibilidade e espaço para discussões a respeito da responsabilidade das grandes mídias, que pode ocorrer em conjunto com empresas privadas que disponibilizem espaços físicos para discussões com a comunidade, assim como na internet e TV, com o objetivo de combater a invisibilidade e a pressão estética.