O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 24/06/2018

A forma perfeita

Desde o desenvolvimento do capitalismo, o lucro é o foco do mercado. E padrões de beleza também é um produto. Isso, é um método lucrativo para as empresas de estética, academias, entre outros ramos. Porém, essas imposições afetam muitos indivíduos psicologicamente e fisicamente.

Visto que, a padronização corporal imposta pela mídia está relacionada com o mercado consumidor. Ou seja, as propagandas são encontradas em todos os meios midiáticos: nas revistas, nos jornais, nos rádios, na televisão. E todas possuem em comum a disseminação da descrição de um corpo perfeito. Mas, esse conceito acarreta malefício na vida de muitas pessoas. Já que, elas começam a buscar de forma alienada o encaixe no padrão.

Além disso, a insatisfação de não conseguir acaba gerando transtornos psicológicos. Como a depressão, anorexia, bulemia. Ou seja, a idealização  de uma aparência perfeita tem como como consequência a destruição da autoestima, e que as vezes refletem na saúde física. Contudo, os indivíduos esquecem que os valores internos são superiores aos externos. Segundo o filme de Guilherme tel Doro, A forma da água, uma mulher se apaixona por um homem anfíbio. Sob tal ótica, ele quebra a subversão estética, predominando valores. Assim todos os formatos de corpo são perfeitas, pois a beleza é subjetiva.

Fica evidente, portanto, que a busca por um padrão de beleza é infinita, já que elas sempre mudam e esse padrão não existe. Dessa forma, cabe aos meios midiáticos, principalmente à televisão e ao cinema promoverem propagandas e filmes que incentivem ao amor próprio, para que assim as pessoas entendam que aparência é irrelevante.