O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 17/08/2018
No que se refere ao culto à padronização corporal no Brasil, é possível afirmar que os padrões de belezas impostos pela sociedade é o principal palco de preconceito ao indivíduo. Isso não se evidência não só pelas mídias que induzem os padrões, mas também pela falta de representatividade diversificada.
É importante pontuar, inicialmente, que ao impor um padrão estético a sociedade gera-se uma vaidade obsessiva e danosa à saúde. Diante disso, a padronização do corpo vem afetando gravemente os jovens brasileiro, pois segundo a revista Veja 77% dos jovens são propensos a distúrbios alimentares. Logo, tais fatores acabam em doenças como bulimia e anorexia, assim, causam danos extremos ao desenvolvimento emocional, psicológico e biológico das crianças e adolescentes.
Outrossim, o padrão estético em que o mundo segue ocasiona a desvalorização de pessoas que não integram este meio. Ademais, é perceptível na sociedade brasileira a falta de representatividade diversificada, logo, negros, gordos, deficientes acabam deixados a margem. Diante tal fato, a exclusão dessa parcela da população acarreta desde problemas psicológicos até mesmo depressão nesses cidadãos.
Portanto, diante dos argumentos citados é inegável o culto à padronização corporal no Brasil. Logo, é necessário intervir. Primeiramente, a mídia deve a partir de propagandas, novelas, e filmes, enaltecer a presença de pessoas negras, gordas, e deficientes, afim de melhorar a representatividade desses indivíduos. Outrossim, cabe ao Governo Federal compactuar com tais ações, assim, deveria através do Ministério da Cultura e Educação, disponibilizar palestras, aulas, panfletos, e aplicar na base curricular na disciplina de sociologia, diversidade populacional com intuito de ensinar a população a valorizar uns aos outros e com isso acabar com os preconceitos estéticos. Como resultado, teremos um país mais representativo.