O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/07/2018

Estatuas Midiáticas

Desde a Grécia Antiga - época em que as esculturas humanas estavam em auge - notou-se uma crescente reverência a beleza idealizada. Entretanto, quando se observa o Brasil, hodiernamente, vê-se que a problemática perdura intimamente ligada à realidade do país, seja pelo atual âmbito capitalista que influencia através de propagandas midiáticas o consumo de cosméticos corporais, seja pela “corpolatria” estimulada por influenciadores digitais e celebridades com físico julgados perfeitos.

É preciso entender, primeiramente, que a conjuntura capitalista aliada à mídia publicitária estão entre os motivos do impasse. Segundo o fundador da Apple, Steve Jobs, as pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos para elas. Dessa forma, o anúncio mostra-se como principal arma das empresas para instigar a população à compra de produtos de beleza, que são idealizados pela presença de celebridades, em que estes adjetivam de forma milagrosa aquele com intuito de vender.

Outrossim, salienta-se a crescente de os influenciadores digitais que interferem diretamente no comportamento da sociedade. Como afirmava Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Isto posto, a recente febre de seguir os ensinamentos de perfis “fitness” (de aptidão física) por um lado mostra-se positiva, pois estimulam a pratica de exercícios físicos bem como cuidados com a alimentação. No entanto, tudo isso sem um acompanhamento profissional torna-se perigoso, com risco de adquirirem problemas alimentares, físicos ou até mentais.

Fica evidente, portanto, que mediações são necessárias. Cabe, a sociedade pressionar a mídia para romper com a padronização estética posta até então, por meio de propagandas publicitárias, em que conterão as diversidades e beleza de cada um. Além disso, os influentes digitais podem, destacar em seus discursos, a importância da procura profissional de acordo com a necessidade de cada um. A fim de que as esculturas humanas da Grécia sirvam apenas à arte e não de moldes estéticos.