O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 24/07/2018

É de conhecimento geral que, com o advento da Globalização, o acesso deliberado à internet tornou-se realidade no Brasil, portanto, houve um estreitamento das relações entre sociedade e influenciadores digitais, como atrizes e modelos. No entanto, apesar das mídias sociais permitirem uma maior comunicação, o culto à ideia de um corpo ideal expandiu-se de maneira análoga, agravando casos de insatisfação pessoal. Nesse viés, problemas de cunho educacional e social urgem mudanças drásticas.

Em primeira análise, nota-se que a sociedade brasileira está intrinsecamente ligada ao culto extremado do corpo perfeito, pois a alienação diante da mídia e influenciadores digitais é aceita implicitamente, no qual depressão e o transtorno psicológico perpetuam-se. Sob essa ótica, dados divulgados, em 2016, pela Dove afirmam que a pressão da beleza padronizada atinge, acima da média mundial, mulheres brasileiras, logo, as mesmas submetem-se a procedimentos estéticos e muitas vezes danosos.

Vale pontuar ainda, que já afirmava o pensador Kant, que o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse raciocínio, as instituições de ensino são de suma importância no desenvolvimento intelectual de crianças e adolescentes, portanto, lidar com o culto corporal padronizado como tabu agrava a falta de debates e a formação do senso crítico sobre o assunto. Sendo assim,  jovens são atingidos pela alienação midiática constantemente e situações de bullying e doenças, como anorexia são resultantes.

Diante dos fatos supracitados, espera-se a consonância entre União e Ministério da Educação tendo em vista o subsídio de palestras sobre aceitação pessoal e riscos da alienação midiática, ministradas por psicólogos, em todas as instituições de ensino, onde haverá um maior alcance de crianças e adolescentes. É preciso ainda que a mídia, concomitantemente aos influenciadores digitais, conscientizem-se de seu poder de transmissão de conhecimento e divulguem campanhas sobre as diversidades da beleza brasileira. Ademais, espera-se que a iniciativa privada utilize propagandas incluindo essas diversidades, nacionalmente.