O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/07/2018
Conforme demonstra o escritor Augusto Cury na obra “A ditadura da beleza e a revolução das mulheres”, o autor descreve o cotidiano de moças que sofrem caladas as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da perfeição. Nesse contexto, o culto à padronização corporal tornou-se uma epidemia entre os jovens e adultos brasileiros, uma vez que, estão à procura de um corpo perfeito. Diante disso, deve-se analisar como a mídia e a família geram a problemática em questão.
É relevante enfatizar, a princípio, que a mídia é a principal responsável por alienar a padronização de uma imagem corporal na sociedade. Isso ocorre devido a predominância de mulheres magras, loiras, de olhos azuis e cabelos longos na esfera do mercado internacional e nacional. Imediatamente causa uma exclusão social de outras que não possuem esse perfil exigido pelo comércio. Prova disso é que, conforme defende o centro de pesquisas Edelman Inteligence no ano de 2016, 85% dos indivíduos do sexo feminino se sentiram pressionadas para atingir a definição de beleza. Dessa forma, os meios de comunicação podem influenciar a transtornos alimentares, anorexia, bulimia, vigorexia depressão crônica e até mesmo prejudicar a autoestima.
Atrelando ao descaso da mídia, a família também é responsável pela problemática em questão. Posto que, de acordo com a coordenadora pedagoga Vera Guimarães, os pais também estão oprimindo as crianças para se tornarem moças e rapazes adultos aos seus 9 e 14 anos de idade, além disso, estão educando as meninas e os meninos para atributos mais estéticos e permitindo-se esquecer dos valores éticos. Assim, é comum, por exemplo, mães e pais acreditarem que os seus filhos devem seguir um padrão de beleza causando um menor convívio social do adolescente em ciclo de amigos quando não seguem essas regras. Logo, Augusto Cury afirma que existe uma destruição emocional e psique de vários indivíduos da nossa sociedade, principalmente em mulheres e jovens.
Fica claro, portanto, que a mídia e a família geram a padronização corporal no país. Em razão disso, o Ministério de Saúde, em parceria com a própria propaganda, devem, nos meios de comunicação, propagar mensagens que mostrem à importância de quebrar o tabu da uniformização corporal na sociedade, bem como, criar debates e oficinas com psicólogos para àquelas que sofreram algum tipo de discriminação e que prejudicou a sua autoestima. Outrossim, o Ministério de Educação juntamente com as escolas, deve criar debates com a participação dos pais e alunos para discutir a importância da autoaceitação, assim como, permitir que as crianças vivencie o momento de ser criança. Dessarte, a participação mútua da mídia e da família é essencial para essas metas sejam compridas.