O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 18/08/2018
Na mitologia grega, o mito de Narciso conta a história de um jovem rapaz muito vaidoso que acabou se apaixonando pela própria imagem, deixando de perceber e contemplar as coisas ao seu redor. Hodiernamente, a preocupação excessiva com a aparência física tem se tornando um problema social, sendo impulsionado pela mídia através de grandes veículos de comunicação e pelo dinamismo proporcionado pelo capitalismo.
Seguindo a lógica do socialista Karl Marx, os padrões e ideais prevalecentes em uma sociedade são determinados pela classe dominante, sendo assim, tal afirmação comprova os ideal de padrão de beleza imposto pela alta sociedade. Outrossim, a mídia corrobora significativamente para a persistência do problema, haja vista que inúmeras campanhas exibindo o corpo considerado perfeito são comumente vistos em novelas, sites e revistas, mostrando um padrão improvável de ser adquirido pela sociedade em sua maioria.
Em segundo plano, o dinamismo proporcionado pelo capitalismo aliado ao modo de vida consumista presente na contemporaneidade afetam o meio social, porém, as indústrias de consumo se beneficiam com tal fato. A cada dia, novos produtos cosméticos, alimentos e dietas milagrosas que prometem trazer o corpo ideal são lançados, contudo, o esforço de um indivíduo para alcançar o padrão apresentado pode trazer sérios problemas á saúde, como por exemplo, anorexia, bulimia e até mesmo depressão.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Compete ao Ministério da Educação promover rodas de conversas nas escolas ministradas por psicólogos e nutricionistas abordando a problemática em questão, a fim de conscientizar os jovens as consequências de seguir um padrão apresentado erroneamente. Cabe ao Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (CONAR) fiscalizar e vetar propagandas que incitem um padrão irreal atrelados a produtos de consumo. Dessa forma, poder-se-á mitigar a busca excessiva pela perfeição corporal.