O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 21/08/2018
Historicamente, a humanidade é pautada por padrões corporais, o Homem Vitruviano, criado por Leonardo da Vince, define as dimensões para o “homem perfeito”, isso há séculos atrás. Todavia, hodiernamente, ainha existe a procura pelo corpo ideal, porém essa busca incessante, faz com que muitas pessoas sofram com doenças psicológicas e físicas, uma sempre associada a outra.
A priori, vale destacar que o culto ao cordo e aos padrões impostos pela sociedade, afeta, em muitos casos, a sanidade do indivíduo. Diante disso, evidencia-se o caso da cantora Demi Lovato, que sofre desde os 12 anos de compulsão alimentícia, provocada pelo bullying sofrido na escola por ser gorda. Não diferente de muitas pessoas, sofreu episódios de ansiedade e depressão e como ela disse “tudo para seguir normas impossíveis”. Outrossim, o que se observa em grande parte do Brasil e do mundo, são indivíduos se sacrificando para alcançar o padrão imposto pela mídia, que é caro e praticamente inacessível.
Além disso, a saúde física é prejudicada, posto que tais conceitos de beleza acarretam patologias, como bulimia e anorexia. Ainda, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país que mais consome inibidores de apetite, o que contribui para mais registros dessas doenças. Tal cenário, gera nessas pessoas dificuladade em desenvolver qualquer atividade, provocando um problema grave de saúde pública.
Infere-se, portando, que o Ministério da Saúde deve promover uma parceria com os meios midiáticos, principalmente com as redes de telenovelas, para que ocorra despadronização dos artista, pois o Brasil é o país mais miscigenado do mundo. Além de exibir propagandas em todos os veículos de comunicação, promover palestras em escolas e locais públicos a fim de informar todos os cidadões sobre esses transtornos. É necessário ainda, que o SUS desenvolva em todas as unidades tratamento gratuito, com médicos especializados e psicológos. Assim, as pessoas serão tratadas de doenças criadas pela insanidade de uma sociedade etiquetada.