O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/08/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride no momento em que um se mobiliza com o problema do outro, contudo, quando se observa os efeitos do culto à padronização corporal no Brasil, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Assim, é imperativa a análise dessa questão no panorama dos adolescentes e da exibição midiática, a fim de buscar melhores perspectivas para o bem comum.
Sob esse viés, é indubitável que o culto à padronização corporal é nocivo para a adolescência, tendo em vista que um período de mudanças físicas e psicológicas. É nessa fase de transformação do organismo, cujo o Lobo Frontal, responsável por conter atitudes impulsivas e tomar decisões, está em pleno desenvolvimento, desse modo, a busca pelo “corpo perfeito” pode ser o causador de distúrbios psicológicos, como a ansiedade e a depressão. Nesse sentido, é conveniente a afirmação de Habermas de que é necessário o diálogo, com a finalidade de combater esse problema e trazer a conscientização aos jovens.
Somando a isso, a exposição midiática de mulheres com o corpo “bem visto socialmente”, isto é, musculosos e com baixos índices de gordura, traduz em uma pressão para o esforço dessa definição de beleza. Segundo a Edelman Intelligence, 63% das pessoas do sexo feminino acreditam que a aparência importa para o sucesso e o bem-estar. Dessa maneira, muitas mulheres, as quais não possuem as condições financeiras para possuir o apoio nutricional, médico e físico, que certos indivíduos da mídia têm, acabam aderindo a métodos perigosos para a saúde, a exemplo do uso vertiginoso de anabolizantes e a realização de regimes desordenados.
Portanto, seguindo a visão de Habermas, é importante que as escolas conscientizem as crianças e os adolescentes sobre os perigos do culto à padronização corporal, isso, por meio de dinâmicas de turma e aulas das disciplinas de Educação Física, Sociologia e Biologia. Ademais, Thomas Hobbes afirmava sobre a necessidade do Estado exercer poder para coibir os males na sociedade. Logo, o Ministério da Saúde, juntos às ONGs, deve criar centros de apoio às mulheres, com a finalidade de orientar, bem como cuidar psicologicamente e fisicamente, por intermédio de profissionais das áreas da educação e da saúde. Realizadas essas medidas, sob o ideal Iluminista, melhores perspectivas surgirão para o bem comum da sociedade brasileira.