O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/09/2018

A excessiva e árdua procura pela obtenção do corpo perfeito se torna cada vez mais abundante no Brasil. Em vista disso, demasiadas pessoas colocam em risco sua saúde mental e física a fim de obter o “ideal”. Além disso, nota-se o intenso papel da mídia em propagar e incentivar certas padronizações de consumo e beleza, correspondente ao alto poder de disseminação que seu canal oferece.

Em vista disso, o uso de laxantes, drogas para emagrecer, ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e até ingestão de algodões, listam atitudes que indivíduos, em especial os jovens, praticam pela obsessão do modelo perfeito. Tal situação é ilustrada no filme “To the Bone” produzido pela Netflix, em que relata a vida de uma jovem que sofre de anorexia, o que acaba limitando muito sua expectativa de vida e, na luta contra a doença, acaba sendo internada em uma clínica e lá, se depara com diversas pessoas com transtornos alimentares de vários tipos.

Ademais, é notório a escassez de diversidade representada nas mídias sociais, sendo sempre as curvas mais bonitas e o rosto mais perfeito, o escolhido para interpretar um protagonista de um filme ou representar uma marca de roupa famosa. Fato que, diante de seres humanos reais e imperfeitos, incentiva a procura de cada vez mais procedimentos estéticos  e inserção de substâncias agressivas ao corpo humano, tal como a implantação do hidrogel e anabolizantes.

Diante disso, é necessário que haja uma simbiose, ou seja, uma ação conjunta entre o Estado, o Ministério da Saúde e profissionais da área de psicologia e psiquiatria com intuito de realizar campanhas e projetos com Mídias Sociais visando alertar e instruir a população acerca dos diversos transtornos alimentares, demonstrando a seriedade do problema por meio de relatos de pessoas que passam ou passaram pela mesma situação, instigando assim, a procura de centros de ajuda. Dessa forma, tendo um suporte adequado para evitar mais distúrbios do tipo e amparar quem já possui.