O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/09/2018
A obsessão pelo corpo perfeito vem desde a Grécia Antiga, onde a busca e valorização do corpo escultural era intensa. Atualmente, em meio aos padrões de beleza que a mídia e a sociedade impõem, essa busca está ficando cada vez mais incensante.
Com a Primeira Guerra Mundial veio a criação da cirurgia plástica, visto que foi uma guerra extremamente violenta em que os soldados voltavam bastante feridos e deformados. Desde então o uso desta prática vem aumentando ao longo dos anos, tanto que, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil lidera o ranking de cirurgias plásticas com 1,49 milhões de cirurgias, no qual o aumento da mesma se dá devido a procura do padrão de beleza que a sociedade - principalmente as mulheres - almejam alcançar. Essa preocupação com imagem e estética consolida-se nos valores culturais brasileiros, visto que, o país é conhecido mundialmente por suas belezas femininas, uma vez que a mídia, em suas programações, exaltam a imagem de corpos perfeitos e abrem espaço em suas emissoras para apresentar novidades em cosméticos que emagrecem em uma semana, vestuários que só vestem até o manequim 36 e dietas descontroladas.
Por conseguinte, essa busca desenfreada da “beleza ideal” e aceitação da sociedade estereotipada, faz com que as pessoas busquem por métodos perigosos, como: anabolizantes, dietas sem acompanhamento, cosméticos sem prescrição médica, entre outros. O que acaba causando transtornos alimentares - anorexia, bulimia e vigorexia -, ansiedade e até mesmo suicídio, por não conseguirem o tão sonhado corpo perfeito.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, devem promover nas escolas palestras ministradas por psicólogos e profissionais da saúde, com o fito de orientar sobre a importância da aceitação e até onde a modificação corporal é prejudicial. Por sua vez, a CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) deverá regular propagandas que induzam um padrão estético, para que as pessoas não se sintam com autoestima baixa. Por fim, a mídia como grande formadora de opiniões, deve investir em campanhas de aceitação pessoal em suas programações, com o intuito de mostrar para os telespectadores que corpo perfeito é aquele que você se sente bem e saudável.